"Wolgrand fala". Ora, Wolgrand tem boca, logo fala. Embora óbvia, essa assertiva não é, de todo, confiável. Se falarmos o que pensamos em nossa sociedade, o sistema, com seus mecanismos disciplinares, nos cala. No entanto, apesar de tudo e contra todos, Wolgrand continua dizendo o que pensa, porque a palavra não apenas nos faz poetas, cientistas e filósofos, mas, sobretudo, humanos.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
O consurso da Polícia Civil e os bobos da corte (Ou: “boato é coisa para Mariquinha”)
A Corregedoria da Polícia Civil, segundo o Jornal “O Diário
do Pará” de hoje, 30/05, instaurou Inquérito
Policial para apurar denúncias de envolvimento de policiais civis em
supostas fraudes no concurso público da própria instituição, sob a
responsabilidade da Universidade do Estado do Pará - UEPA.
Quem contrata a UEPA não pode esperar desfecho diferente.
Aliás, nessa coisa chamada GOVERNO DO ESTADO, somente “figurinhas carimbadas”
são contratadas – sem licitação – para administrar concursos públicos. Em solo
paroara, a MS Concursos e o CETAP também nasceram com o cú pra lua.
E por falar em “figurinha”, o Ministério Público também é uma,
mas DECORATIVA. Assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Governo do Pará
para que a contração de empresas realizadoras de concursos fosse precedida
de LICITAÇÃO, mas o governo “cagou e andou”. Para os órgãos do Estado o MP
e suas “recomendações” não passam de lixo. Somente os insensatos enquadram o chefe.
Quando se fala em concurso público no Pará, podemos dizer que
estamos num “mato sem cachorro”, ou com o cachorro “atracado” em nossa bunda.
O mais interessante, segundo a matéria jornalística, foi a
declaração dos integrantes de uma comissão composta pelos advogados AGNALDO
CORREA e IVANILDA PONTES, da OAB; e RUBENS LEITE, presidente do Sindicato dos Policiais
Civis do Estado, que acompanham as apurações. Eles disseram que a delegada está
apurando o vazamento da prova, mas tudo leva a crer que não passou de BOATOS.
Ora, se a fraude em questão não passa de boatos, por que a PC
instaurou um Inquérito Policial? Somente no Estado do Pará boatos justificam a
mobilização do aparato estatal para investigar um caso. Nos locais sérios, um
IP somente é instaurado quando existem indícios consistentes de materialidade e
autoria do fato tido como criminoso. Na minha época, boato era coisa para “MARIQUINHA”.
O certo, ou errado, é que os candidatos – e o grande público –
serão os últimos a (não) saber o que, de fato, ocorreu. Para não deixar que a
incompetência venha, mais uma vez, à baila e macule o Governo Jatene, tudo será
jogado “sob o tapete”, salvo se as irregularidades vazarem e a sociedade exigir
que a lei seja cumprida. Transparência ativa é algo que ainda não aportou por
estas bandas.
No mais, apesar das lambanças anunciadas, um bando de “bobos
da corte” continuam estudando e acreditando que, no Pará, os concursos públicos
objetivam selecionar os melhores para o exercício das funções estatais.
Cada um crê no que quer.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A lei foi feita para os estúpidos (Ou: “Uma abstração não é mais importante que a realidade”)
"Não é ruim que os juízes, antes de decidirem, olhem pela janela de seus gabinetes e levem em conta a realidade e o sentimento social" (Luís Roberto Barroso - Novo Ministro do STF)Ao questionar a decisão do Conselho Nacional de Justiça que obrigou todos os cartórios a cumprir “decisão do STF” de RECONHECER A UNIÃO ESTÁVEL de casais do mesmo sexo, o Deputado João Campos, do PSDB/GO, disparou a seguinte assertiva: “Se já não bastasse o atropelo do Supremo à Constituição, agora é o CNJ que interfere no Legislativo”.
Ao dizer que a decisão do CNJ tem valor de lei, pois regula
matéria ainda não disciplinada pelo Congresso Nacional, João Campos demonstrou
ignorar as atribuições dos Poderes da República e até mesmo a natureza das
normas que ele, como legislador, cria.
Uma lei, sobretudo, é uma ABSTRAÇÃO, criada pelo intelecto
humano para ordenar situações futuras. Ela, por natureza, tem alcance GERAL,
pois objetiva regular vários acontecimentos semelhantes, desconsiderando as
peculiaridades de cada ocorrência. Do outro lado estão os casos concretos, que
são INDIVIDUAIS, personalizados e sem igual na história humana. Mas, adequar
uma norma geral a uma situação particular não é coisa fácil e requer um arranjo
intelectual próprio das mentes perspicazes. É nesse contexto que os hermeneutas
surgem. Para viabilizar as suas interpretações, utilizam PRINCÍPIOS, que são referências
intelectuais mais importantes que qualquer norma criada pelo homem. Na
hierarquia dos entes abstratos, esta sempre será inferior àqueles.
Podemos recorrer à organização político-administrativa
brasileira para entender melhor. O Legislativo cria as normas e o Judiciário e
Executivo as aplicam aos casos reais. Mas esta clássica descrição acaba por
viciar a percepção de muitos, fazendo-os crer que o julgador e gestor público
estão adstritos aos limites legais, como se julgar uma demanda judicial e gerir
um órgão público fossem o resultado da simples aplicação das normas jurídicas.
O teor da declaração do parlamentar goiano sustenta esse mito.
Mas esse entendimento não resiste a um simples exame. Não existe um único Ordenamento
Jurídico capaz de prever, em seu bojo, todas as hipóteses concretas possíveis.
Aqui e ali acontecem fatos que não se enquadram em nenhuma norma legal. Quando
isso ocorre, o legislador e o administrador público não podem se eximir de
decidir a demanda que lhes é apresentada, porque ambos não estão condicionados
a existência de uma determinada lei para agir. Podem e devem resolver as
questões de suas competências, pois lidam com a realidade, não com
abstrações. A LEI, nesses casos, é um mero detalhe.
Mas, infelizmente, o homem que está em nível de senso comum considera
a lei como um fim em si mesmo. Como algo que deve ser perquirido por todo e
qualquer homem público na busca do bem comum. Ignora que a simples observância
das normas não garante a realização do interesse coletivo e da justiça. Pelo contrário, pode
até resultar em erros grosseiros no que diz respeito às demandas que lhes cabem decidir. Os JUIZES e ADMINISTRADORES PÚBLICOS não existem
para cumprir leis, mas para lidar com a realidade. Para isso devem ser razoáveis, porque o BOM SENSO é o único caminho
capaz de permitir ao homem a realização do interesse público.
Somente os despreparados não sabem que as leis foram feitas pelos homens cultos
para subordinar os incautos, porque a vida concreta passa ao largo de qualquer
ser idealizado. Compreender a distinção entre a realidade e a ilusão ainda é o grande dilema do pensamento ocidental. Por isso, os menos habilitados intelectualmente tendem a ignorar que "uma abstração não é mais importante que a realidade".
quarta-feira, 15 de maio de 2013
O MP Militar e os filhos da “Puliça”.
O jornal “Diário do Pará” de 09 de maio de 2013 noticiou que
o Promotor Militar Armando Brasil denunciou a Coronela Ruth Léa e o Sargento
Raimundo Lima pelos desvios fraudulentos de viaturas da PM para uma quadrilha
em são Paulo (Peculato e Corrupção). De quebra, o Promotor determinou a instauração
de um Processo Administrativo denominado CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO contra Léa,
que poderá resultar na declaração de indignidade ao oficialato pelo TJE e a conseqüente
perda de sua patente.
Ora, não há dúvida que o caso em questão deve ensejar na
instauração de um CJ contra a coronela, porém em situações similares, e até mais
graves, o mesmo procedimento não foi realizado. Refiro-me, por exemplo, ao caso
do ex comandante da PM, coronel Luis Ruffeil, que foi denunciado pelo mesmo MP por ter desviado milhões da
FUNCESO, mas nunca respondeu a qualquer processo administrativo. Nem o promotor,
nem o comandante da PM se dignaram em solicitar ao Governador a instauração de um CJ, como determina a lei.
Na PM, como em muitos órgãos públicos, existem aqueles que
são filhos de Deus e os que são filhos da “Puliça”.
sábado, 4 de maio de 2013
A "cura gay".
O pastor e deputado federal Marcos Feliciano defendeu, via twitter, a votação de um Decreto Legislativo que derruba a determinação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe o tratamento de pessoas que objetivam abandonar práticas homossexuais, a propalada CURA GAY.
Ora, considerando que o homem não está fadado a agir desta ou daquela maneira, pois existe a LIBERDADE no âmbito da sua conduta, nada mais justo que a Psicologia auxilie quem deseja abandonar uma prática
qualquer, seja homo, hétero, bi, tri, poli, etc.
O problema, como sempre, está na gramática. Chamar de “CURA”
o abandono de certas ações parece incomodar pessoas inaptas para lidar com os
conceitos. Isso mostra que para as práticas sexuais há “cura”, mas para a
estupidez humana não há psicologia que dê jeito.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
Hilárias passagens da caserna VI (Walmari Prata Carvalho)
Como prometido foi reporto-me agora a mais uma das inúmeras passagens hilárias de caserna, esta, talvez, não venha a ser considerada tão hilária para aqueles que, não vivenciaram a época em que o fato ocorreu, mesmo porque, nos dias de hoje tem gente mudando o ritmo ate do sermão das três horas da agonia; novos tempos, novos dias. Mesmo assim esperando levar aos corações saudosistas, e, impregnados com os sentimentos nacionais que, o então momento será despertado na grande maioria os quais perceberão em maior profundidade o fato em si, e, sua decorrente provocação ao hilário.
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Minha turma de NPOR 1970 realizava manobra, e, neste especial momento todos se encontravam dentro de um barco de três andares, movido por imensas pás em sua popa, o qual lentamente subia o rio Madeira. O andar de cima era ocupado pelo general comandante da manobra, e, seu staff. No andar mais abaixo todos os membros alunos do NPOR. Para quebrar a monotonia do deslocamento, uns jogavam damas, outros o domino, o Aluno Watrin pescava saborosos surubins os quais serviam como verdadeiro banquete para poucos privilegiados como eu, que podia substituir o rotineiro cozido pela iguaria fresca que acabara de ser pescada, logicamente sem que os superiores soubessem. Enquanto isso o hilário, espirituoso, safo, e, em alguns momentos apropriados, gaiato aluno Camilo Delduque dedilhava seu violão em acompanhamento as musicas que cantava em ‘’atendimento’’ aos desejos musicais do general, que o escutava do andar de cima. Depois de discorrer todo seu repertorio, e, ate mesmo repeti-lo extenuadamente o aluno Delduque parou a cantoria. O general que parecia estar gostando do som questionou ‘’Porque parou; parou porque’’;o aluno justificou o cansaço;de nada adiantou,o general queria mais;o aluno justificou haver exaurido o repertorio,de nada adiantou,o general queria mais.Sem nada mais em ter como justificar sua mudez musical,o aluno silenciou suas justificativas,e,saiu da vista do general.Colérico o general chamou o Capitão EB Dalter,comandante do NPOR determinando que ordenasse ao aluno que voltasse a cantar.Argüido pelo capitão o aluno justificava não ter mais o que cantar.De tanto ouvir a insistência do capitão,e,para não deixá-lo em descrédito junto ao general disse o aluno ao seu comandante;’’Capitão como o senhor pede mais uma vou lhe atender,mas,o general não vai gostar do som’’;responde Dalter,não faz mal Delduque,pelo menos te livra logo dele.Ato continuo o aluno dedilha em seu violão um samba,e,ao começar a cantar emana com sua voz a letra do Hino Nacional Brasileiro.Todos incontinente debandam do local ouvindo ao longe o bravejar do General;naquela época o hino em ritmo de samba era o mesmo de ver cristo sendo pregado na cruz.Ao fundo o sorriso entre dentes de todos os alunos,que em segundos cessaram dando lugar a um corretivo sobre os valores dos símbolos nacionais,e,o comportamento exigido para todo militar perante estes símbolos.O aluno Delduque desceu cabisbaixo,e,não cantou o resto da viagem toda,e,nem mesmo o general desejou novamente exigir,que o aluno cantasse.Imaginem o fato em 1970,na época nos permitimos um sorriso apertado,depois,um sorriso mais solto,hoje quando ate a Fafá de Belém canta nosso hino em ritmo de carimbo,podemos gargalhar,porem,sempre respeitando nossos amados símbolos,mesmo preferindo-o no original.Quem souber que outro conte.
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Belém 23 de março de 2013.
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WALMARI PRATA CARVALHO
domingo, 28 de abril de 2013
Luana Piovani reclamou da OMISSÃO do povo brasileiro (Ou: "Uma nação apática")
A atriz Luana Piovani usou sua conta oficial no Twitter na manhã desta quinta-feira (25), para falar sobre a situação política do Brasil. Ela usou o microblog para desabafar sobre a corrupção no país e sobre a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ter aprovado a proposta da emenda à Constituição que dá ao Congresso o poder de derrubar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
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“Que isso da Câmara querer tirar o poder do STF? Vou matar esses mensaleiros desgraçados! Não se tem paz nesse país? Bora fazer passeata, gritar, pintar a cara, tirar a roupa, dormir na frente da pau mandado Dilma... Ninguém vai fazer a gente de otário”, escreveu a atriz na rede social.
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Revoltada com a situação, Luana continuou: “Não dá pra pagar tanto imposto e fingir de burro! Vamos botar fogo nesse circo, mas ficar aqui fingindo que está tudo bem, não dá! Tem alguém aí? Freixo? Marina Silva? Jean Willys? Tem alguém aí mais preparado politicamente que pode pensar em algo relevante para fazermos? Que canseira dessa corrupção! Desse pensamento carniça-egoísta que assola esse país...”, disse a atriz.
sábado, 16 de março de 2013
Todo profissional é, na essência, um professor
http://blogdoluisxiv.blogspot.com.br/2012/06/tribunal-de-justica-do-para-decide-que.html
Caro amigo, sou Sd da BM aqui no RS, me formei em geografia, e
sabendo dos empecilhos jurídicos não posso assumir um contrato temporário de 20
h para professor na rede pública estadual, inclusive me inscrevi em concurso
publico magistério com
base neste mandado de segurança aqui postado tenho alguma chance de conseguir
parecer favorável.
att, joão batista massmann.
....................................................................................
Caro amigo,
Penso que a possibilidade de vc conseguir êxito
nessa demanda judicial aumentará bastante se a legislação específica do Corpo
de Bombeiro Militar do RS não fizer restrição ao exercício do magistério. No
mais, continue na luta porque o direito de transmitir o conhecimento – seja qual
for a área – é inerente a espécie humana.
Um abraço e Boa sorte!
sexta-feira, 1 de março de 2013
Hilárias passagens da caserna IV (Walmari Prata Carvalho)
Como prometido no
anterior caso contado, retorno ao assunto referente ao cavalo empacado.
Nos idos de 1972/73,
ninguém gostava de ir servir na cavalaria. Seu efetivo em sua maioria era
preenchido por policiais que não se adaptavam nas outras unidades da PM, ou
para lá seguiam, em decorrência de castigo. A lavagem das baias, o banho dos
animais desestimulava pela peculiaridade, grande parte dos seus componentes, e,
por outro lado os estimulavam a pratica alcoólica para minimizarem o
enfrentamento as condições de trabalho. Dizia-se sempre que, se uma ocorrência
existia com vias de fato, lá estaria um componente da cavalaria. Os considerava
a época, como não polidos, mais próximos a um canto de cerca, e, conservados em
recipientes etílicos, logicamente que, muitos fugiam a regra.
Descrito o painel
geral, partamos ao particular episodio. Ao final dos seis meses de estagio fui
alocado na cavalaria para pratica do aprendizado. A cavalaria acabava de ocupar
em caráter emergencial um espaço na antiga Radional, lá para os lados do antigo
Iate Clube. Em determinada noite fui escalado para fazer parte de uma patrulha
comandada pelo Capitão Castro, um exemplo do perfil dos milicianos já descritos
como da época. O terreno da Radional estava enfrentando problemas de invasão,
que não interessava ao estado, e, normalmente na escuridão da noite dinamizavam
referidas incursões. Enfileirados cavalgávamos, tenda a frente o Cap. Castro,
depois eu, se seguindo três praças. Inadvertidamente do breu noturno surge uma
pequena luz de uma tosca birosca. O capitão para em sua frente, e, todos
desmontam de seus cavalos, menos eu, que permaneço montado bastante contrariado
pela cena. Todos se dirigem ao balcão, onde são servidos com doses de cachaça.
Depois de secarem seus copos retiram-se do pardieiro montam seus cavalos saindo
em deslocamento. Procurando segui-los puxava as rédeas de minha montaria, mas,
o animal não obedecia havia empacado completamente. Uns cinco ou seis metros a
frente todos caiam na gargalhado ao observarem meu desespero em tentar conduzir
o cavalo. Depois de rirem bastante, o Capitão diz’’Não adianta, ele não sai daí
nem a guindaste’’ faz o seguinte,’’Desmonta,entra no boteco, volta, e monta
novamente, que ai ele vai te obedecer’’; assim fiz, e, não é que o cavalo
obedeceu mesmo se permitindo novamente conduzir. Égua o cavalo ficou adestrado
de tanto tomarem cachaça naquele lugar. Condicionou o animal a rotina de
descerem dele naquele especifico ponto. Depois me vi gargalhando com a
esdrúxula condição imposta e assimilada pelo animal.
Por isso mesmo
devemos ter muito cuidado com nossos exemplos, e, nossas rotinas quando
comandamos, eles podem facilmente serem assimilados, ate mesmo por um
irracional animal. Kkkkk. Depois conto outro caso, quem souber ,que conte o
agora.
Belém 18 de
fevereiro de 2013.
WALMARI PRATA
CARVALHO
walmariprata@hotmail.com
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
A “liberdade” de imprensa no Brasil. Um alerta ao povo brasileiro
O Brasil aparece na posição 99 no ranking da liberdade de
imprensa elaborado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras. Foram avaliadas as
condições de trabalho de jornalistas em 179 países no ano passado. O Brasil
caiu 41 posições em relação ao relatório de 2010. Segundo a entidade, o motivo
foi o alto índice de violência contra jornalistas, em especial nas regiões
norte e nordeste. Nos primeiros lugares estão a Finlândia, Noruega e Estônia.
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Fonte: Jornal Pessoal.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Senhora é executada, à luz do dia, na presença da família na área metropolitana de Belém (Ou:”Pará, um Estado em estado de barbárie”).
Quando afirmo que o Pará é um estado bárbaro, não me refiro
exclusivamente aos atos e fatos incivis que cotidiana e sobejamente ocorrem em
solo paraense, mas, sobretudo, aos pensamentos e sentimentos que subjazem a esses
acontecimentos. Mas que pensamentos e sentimentos são esses? De certa forma, os
mesmos que nos faz um povo inclinado à corrupção.
Vou explicar melhor. Refiro-me a crença que um determinado
indivíduo ou grupo possui na inexistência de uma ordem ou força superior, capaz
de limitar-lhe a conduta, segundo parâmetros racionais. Em outras palavras, é a supremacia do
individual sobre o coletivo. Quando alguém não acredita que deve respeitar algo
que está além de si próprio, tende a escutar apenas os seus mais
recônditos desejos.
Recorro à Psicologia de botequim para tentar entender porque determinadas
práticas são tão comuns no Estado do Pará. Poderia considerar o isolamento das pessoas que habitam
os longínquos e abandonados interiores paraenses como possível causa de comportamentos pouco civilizados, mas quando ações
semelhantes ocorrerem, insistentemente, à luz do dia e em plena Capital ou adjacências,
o critério geográfico torna-se inepto para a compreensão desse fenômeno.
Por esse motivo transfiro a análise para o imaginário de uma
sociedade que não acredita na eficiência dos órgãos estatais e na possibilidade
de punição quando transgride norma pública. Noutra hipótese, somente os “loucos
de pedra” se enquadrariam, o que, de certo, não é o caso desta abordagem.
Creio sim que existe um ambiente psicológico favorável para a
efetivação de tantas cruéis condutas, mesmo que sejam proibidas pelas regras
mínimas de convivência social.
Vejam um exemplo lamentável que ocorreu em Ananindeua,
cidade que integra a Região Metropolitana de Belém. Na manhã desta sexta feira, 23/02/13, na WE-70, da Cidade
Nova VI, a Senhora CARLA PRISCILA foi
retirada de um carro, onde estava em companhia do marido e do filho, e, na
presença da família e de quem quisesse assistir, foi executada com arma de
fogo. Segundo a matéria publicada no Jornal “Diário do Pará”, o crime teria sido
motivado pelo fato de a vítima ter descoberto esquema de fraude na empresa onde
trabalha.
Sem mais para o momento, penso com os meus botões: não é possível
viver civilizadamente no Estado do Pará. A barbárie, infelizmente, é aqui!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
No Pará a ação é uma reação
Morreram centenas de jovens numa casa noturna do sul do país.
Dias depois o Corpo de Bombeiros do Estado do Pará interditou várias casas
noturnas em Belém. Até igrejas, supermercados e teatros passaram pelo crivo.
A novela “Salve Jorge” da Rede Globo de Televisão aborda a
temática do tráfico humano, principalmente de mulheres “escravizadas” para fins
sexuais. Imediatamente a Polícia Civil do Estado prendeu suspeitos de
aliciamento de jovens em vários municípios do interior do Estado, como se essa
prática nas longínquas (e isoladas) regiões paraenses não fosse corriqueira e
não ocorresse há décadas.
Agora, num recente partida de futebol da Taça Libertadores
das Américas um torcedor boliviano morreu ao ser atingido por um “lança rojão”.
Imediatamente as autoridades paraenses estudam a possibilidade de proibir a
entrada de fogos de artifícios nos estádios paroaras. Desde que a bola rola nos
gramados locais os fogos são utilizados para saudar os clubes e os lances
relevantes das partidas, mas, de uma hora para outra, constituem uma grave
ameaça aos torcedores papa-chibé.
Esses e outros fatos mostram como, no Pará, as autoridades
não agem movidas por um planejamento capaz de identificar previamente as práticas
necessárias para uma vida gregária boa, mas ficam a mercê de fatos que ocorrem
em outras praças, veiculados em “tempo real” pelos instrumentos tecnológicos
hodiernos. Não agem, mas reagem aos fatos, dependendo sempre da Próxima “notícia
de jornal”.
Os otimistas podem sustentar a tese de que é melhor reagir
aos fatos que nada fazer, mas se assim deve ser, qual será o novo acontecimento
com repercussão em nível nacional que “motivará” as nossas autoridades a fazer
aquilo que lhes é devido por dever de ofício? Ficamos assim sujeitos aos
acontecimentos alheios, como se não tivéssemos necessidades próprias.
Assim funciona esta colônia chamada Pará.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Hilárias passagens da caserna III (Walmari Prata Carvalho)
Na época em que fui incluído como
oficial R2 na Policia Militar, como pré requisito para a permanência era
exigido um estagio probatório de seis meses. Neste período percorríamos varias
unidades operacionais, e, inúmeros setores burocráticos, e, ao final o
desempenho era avaliado. Todos os submetidos a este experimental período
esmeravam-se ao maximo,pois,tínhamos noção de que realmente eliminava os que
não apresentassem a produção necessária para a permanência.Neste mesmo estagio
um oficial foi desligado no meio do mesmo,confirmando o que já ocorrera no
passado.Imaginem então o estado de espírito de todos os demais que ali
continuavam,quando víamos um velho coronel a quilômetros já começávamos a nos
perfilarmos.
Prosseguindo o estagio chegamos ao
período da Cavalaria. O comandante do esquadrão era o então capitão Castro,
neste ínterim, ainda não sabia nada de sua pessoa, apenas tínhamos observado
como se comportava no manuseio com o cavalo, diga-se de passagem, ainda não
encontrei no meio um oficial ou praça com suas qualificações no manuseio
eqüino, um verdadeiro malabarista, tudo que possamos imaginar ele fazia com o
cavalo.
Inicialmente nos proferiu uma
palestra sobre equitação, e, a qualidade necessária a um cavaleiro ao final
disse, ’’Agora formem fila, e, entrem na enfermaria do esquadrão para tomarem
uma vacina; ela servira para dar coragem e criar anticorpos ao contato com
animal, e, o meio’’. Preocupados fomos entrando um a um na enfermaria,quando
saiam vinham com um disfarçado sorriso no rosto,mas, não diziam nada do que
ocorria lá dentro. Quando adentrei, o capitão foi logo me dizendo, aqui é lugar
de macho engole logo essa caipirinha, e, vai ao picadeiro; ato continuado um
velho sargento enfermeiro me estica um copo com cachaça, eu retruco dizendo ‘’Mas
não era caipirinha’’, eu nunca tomei cachaça pura, e, o capitão me diz era não,
ainda é trata de engolir a cachaça, chupa este limão, e, no picadeiro o
chacoalhar da tua bunda na sela vai transformar tudo em caipirinha, e, caiu na
risada com o velho enfermeiro. Depois de ter engolido a vacina a contra gosto
acabei embalado pelo riso, e, tomei o rumo do picadeiro, onde pude perceber
que, o chacoalhar realmente me transformara numa coqueteleira viva, pois,
comecei a sentir o calor do efeito da mistura, e, mais entusiasta fiquei na
sela do cavalo cavalgando com mais desenvoltura, e, gargalhando internamento da
surpresa da ‘’vacina’’.
Depois passei a conhecer melhor o
capitão, e, justamente com o mesmo tenho outro caso, que contarei mais adiante.
Aguardem o caso do cavalo empacado, ate lá, quem souber que conte outro, desde
que seja caso, não causo.
Belém, 13 de fevereiro de 2013.
WALMARI PRATA CARVALHO
walmariprata@hotmail.comquarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
A Imperatriz Leopoldinese e o verdadeiro Pará (Ou: “Aqui o povo dança de verdade”)
A Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de
Janeiro, até tentou, no carnaval carioca deste ano, mas não conseguiu retratar
com fidelidade o Pará. “Pintou um quadro” surrealista, sem qualquer
correspondência com a situação atual do Estado. Como é normal nessas ocasiões, levou
para a avenida monumentos históricos, cobras, jacarés e até a índia “pop star”
Thainá para impressionar o público assistente. A coisa foi tão grotesca e paradoxal
que, em plena festa pagã, botaram até a Virgem de Nazaré para sambar.
Para contrabalançar o desrespeito com o povo paroara, coube a
uma “escola” cabocla a tarefa de desmistificar a imagem do Estado e traduzir em
“verso e prosa” o verdadeiro espírito paraense. Refiro-me ao “Bloco Alho” de Marituba
(município que integra a área metropolitana do Estado). Na madrugada de terça feira “gorda”, na Praça
Central da Cidade, um folião de nome “PICO”, fantasiado de “Django Livre”,
brincava em meio a multidão quando um integrante do bloco adversário “Bandidos
Unidos de Marituba” desferiu três balaços na sua cabeça. Foi o último samba de “Pico”
neste mundo. Dizem os crentes ortodoxos que ele ingressou no Bloco Divino “A
espera de um perdão”, coordenado por São Pedro no além.
No carnaval paraense os vencedores são decididos À BALA.
Não tem essa “frescura” de contar votos. Aqui, no máximo, contam-se vítimas. O
único entrave é que os integrantes das diversas Ganges, digo blocos, pertencem
a Ala dos “Consumidores de abiu” e, somente sabem cantar o refrão: “VOU TE CONTAR,
OS OLHOS JÁ NÃO PODEM VER, COISAS QUE QUE SÓ A DIVISÃO DE HOMICÍOS PODE
ENTENDER”.
O certo é que no carnaval paraense de verdade não existe Teatro
da Paz, Estação das Docas, Mangal das Garças, etc. Isso é coisa para a elite. Como
o carnaval é uma festa popular ele ocorre nas ruas da cidade, mesmo que termine
no super lotado PSM ou, como no caso do PICO, no quinto dos infernos, por que aqui O POVO DANÇA DE VERDADE.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Oito broders perigosos foram “eliminados” da Casa de Recuperação III da SUSIPE, no Estado do Pará (Ou: “O Big Besta Brasil, Seção Pará”)
Embora a Casa de “Recuperação” III (CRP III), do Sistema Penitenciário
do Pará, seja considerada, pelas autoridades, de “segurança máxima”, 8 (oito)
detentos de alta periculosidade não resistiram ao PAREDÃO de carnaval e, no dia 10/02/13 (domingo), foram eliminados
do jogo. Saíram pela porta da frente e foram recebidos pelos amigos e parentes
como manda o ritual do Big Besta Brasil, Seção Pará.
A coisa é tão “pra frente” na Casa que um dos “heróis”, vulgo
ISRAELZINHO, no mês passado, de dentro da CRPIII, por celular, comandou um seqüestro
no Município de Castanhal/Pa. Aproveitou e pediu, com entrega em domicílio, uma
pizza sabor calabreza, uma escova de dentes e duas latas de “Leite Moça”.
A direção da Casa III, para se esquivar da responsabilidade,
declarou desconhecer as causas da eliminação e prometeu punir os agentes e
policiais que, segundo prévia avaliação, teriam contribuído para que os oito “emparedados”
fossem rejeitados com 99,9% dos votos (não chegou a 100% para não levantar
suspeita de fraude).
Essas previsíveis eliminações, segundo um experiente analista
do BBB, possuem 2 (duas) prováveis causas: a existência de apenas 5 PMs para
vigiar 498 broders; e a admissão de agentes prisionais “a Chico”, isto é, sem concurso
público ou qualquer processo seletivo que garanta a impessoalidade na admissão
dos mesmos. Hoje, apesar das constantes investidas do Ministério Público do Trabalho,
todos são “eternos temporários”.
Mas, como é de praxe, o público assistente aplaude e vibra
com as eliminações em pleno domingo de folia, afinal, num país onde o carnaval
é patrimônio cultural, o povo é o primeiro a dançar.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Poste cai sobre viatura da PM e dois militares ficam feridos
Uma viatura da PM foi atingida por um poste quando trafegava
pela estrada da Yamada, no Bairro do Benguí, em Belém do Pará (foto abaixo).
O Benguí, ou Bengola para os íntimos, é um bairro onde tudo
acontece (de ruim). Se meliantes tivessem atacado os policiais, seria um fato
normal; se a viatura tivesse caído num buraco, algo compreensivo; se a
Guarnição tivesse desaparecido, não espantaria o mais crédulo morador do bairro.
Agora, cair um poste sobre uma viatura da PM, em movimento, é algo incomum, mesmo
para os padrões daquele fim de mundo.
Mas, felizmente, os policiais sobreviveram e poderão contar a
inusitada história protagonizada por um poste que, nos locais civilizados, não
se movimenta, mas, no Bengola, é um ser animado.
Índice de aprendizado é baixo no Estado do Pará (Ou: “Quem mandou nascer no local errado”)

Pelo menos 70% dos alunos da rede pública de
ensino não conseguem aprender o adequado nas escolas. Este é um dos resultados
preliminares da Prova Brasil 2011, que avaliou o desempenho dos alunos do 5º ao
9º ano do Ensino Fundamental, nas disciplinas de Língua Portuguesa e
Matemática. O resultado pode sofrer alterações até a conclusão final de análise
dos dados do exame.
.
Contudo, já se sabe que 80% dos alunos do 5º
ano ainda apresentam dificuldades para ler e interpretar textos. Os índices são
mais preocupantes entre os alunos do 9ª ano, pois 86% deles também não sabem
ler e interpretar textos adequadamente. No que se referem ao ensino da
Matemática, as estatísticas se tornam mais preocupantes, pois 86% dos
estudantes que estão no 5º ano não sabem interpretar textos e 95% não sabem
resolver problemas matemáticos.
.
Os dados revelam as falhas na educação
pública também no Pará. Dos 129.758 estudantes do 5º ano da rede pública que
fizeram a Prova Brasil 2011, apenas 26.311 (20%) demonstraram habilidade em ler
e interpretar textos. Do 9º ano, 82.905 alunos fizeram o exame de Português,
mas somente 11.460 (14%) aprenderam o adequado. Em Matemática, a média de
estudantes do 5º ano que sabem resolver os problemas e cálculos matemáticos é
de 17.424 (14%) e do 9º ano apenas 4.249 (5%) tiveram um bom desempenho. Com
isso o Pará ficou bem abaixo da média nacional no aprendizado das duas
disciplinas.
.
No Brasil, onde existem cerca de 2,5 milhões
de alunos matriculados no 5º ano do Ensino Fundamental, 37% deles conseguem
interpretar adequadamente textos. Em Matemática, 33% consegue resolver
problemas. Do universo de 2,4 milhões de alunos do 9º ano, 22% deles mostraram
competência de leitura e 12% aprenderam o adequado em Matemática.
.
(Diário do Pará)
Até assédio moral no IFPA está sendo apurado pelo MPF (Ou: "O MPI - MInistério Pùblico do IFPA")
PORTARIA No-
33, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2013
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República ao final assinado,
no uso de suas atribuições legais, com base no art. 129 da Constituição
Federal, no art. 7º, inciso I, da Lei Complementar n.º 75/93, de 20.5.1993 e na
Resolução nº 87, de 3.8.2006, do Conselho Superior do Ministério Público
Federal, e:
a) Considerando sua função institucional de zelar pelo efetivo respeito dos
poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados
na Constituição da República, provendo as medidas necessárias à sua garantia,
nos termos do art. 129, II, da Constituição Federal de 1988;
b) Considerando os fatos constantes do Procedimento Administrativo nº
1.23.000.001801/2012-84 instaurado com o objetivo de averiguar a possível
assédio moral sofrido dentro do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Pará - IFPA.
c) Considerando a necessidade de prosseguimento de diligências apuratórias;
.
Resolve instaurar INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, tendo como objeto os fatos constantes do referido procedimento administrativo, pelo que:
Resolve instaurar INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, tendo como objeto os fatos constantes do referido procedimento administrativo, pelo que:
Determino:
1 - Autue-se a portaria de instauração do inquérito civil, juntamente com o
procedimento referenciado, vinculado à Procuradoria Federal dos Direitos do
Cidadão (PFDC);
2 - Dê-se conhecimento da instauração deste ICP à Procuradoria Federal dos
Direitos do Cidadão (art. 6º da Resolução n.º 87, de 2006, do CSMPF), mediante
remessa de cópia desta portaria, sem prejuízo da publicidade deste ato, com a
publicação, no Diário Oficial, conforme disposto no art. 16º da Resolução nº
87, de 2006, do CSMPF;
3 - Por fim, retornem-se conclusos os autos para análise pormenor do caso e
determinação de diligências.
ALAN ROGÉRIO MANSUR SILVA
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Em nome de Deus – Eliane Cantanhêde (Ou: “Quando acreditar em Deus é sinônimo de ser otário)
A tragédia de Santa Maria ofuscou uma informação importante de domingo passado na Folha: as igrejas arrecadam R$ 21 bi por ano no Brasil, incluindo católicas, evangélicas e centros espíritas.
A revelação foi da repórter Flávia Foreque,
com base em dados da Receita Federal obtidos por meio de uma das grandes
inovações do país: a Lei de Acesso à Informação.
O valor equivale à metade dos recursos da
cidade mais rica de todas, São Paulo, e é maior do que o Orçamento de 15 dos 24
ministérios.
Isso ajuda a explicar a lista da revista
"Forbes", dos EUA, com os cinco pastores mais endinheirados do
Brasil, entre eles os que têm passaporte diplomático por representarem
"interesses do país". Os nomes não surpreendem. Mais uma vez, o
espanto é diante dos valores.
Encabeçada por Edir Macedo, da Universal do
Reino de Deus, com patrimônio líquido de R$ 1,9 bi, a lista inclui: Valdemiro
Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus --dissidente da Universal, como o
nome já diz; Silas Malafaia, da Assembleia de Deus; Romildo Soares, da Igreja
Internacional da Graça de Deus; e Estevam Hernandes e sua mulher, da Renascer
em Cristo, os mais pobrezinhos ("só" R$ 130 milhões).
Fica a pergunta: a arrecadação e o dízimo de
algumas das igrejas vão para elas e suas almas, ou para as contas bancárias dos
pastores?
Mais do que o complexo emaranhado
sociológico e os impulsos psicológicos que levam as pessoas a dar seu suado
dinheirinho para coisas --e gente-- assim, o que interessa aqui é o reflexo no
futuro.
Há igrejas e igrejas, mas, com dinheiro,
TVs, rádios, sites, templos e lábia, as religiões, agora pulverizadas, exercem
uma influência social, econômica e política crescente. O céu é o limite. Ou o
poder?
Quanto mais o Congresso e os políticos se
distanciam da opinião pública, mais elas, as igrejas, e eles, os pastores,
aumentam seus rebanhos. E essas ovelhas votam...
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A tragédia de Santa Maria (RS) e a vitória do Senso Comum. (Ou: “Quando a casa cai – ou queima”)
Publiquei um artigo no “Blog de Filosofia do Wolgrand”,
denominado OS INTELECTUAIS, COMO OS MÍSTICOS, ADIVINHAM O FUTURO, com o qual
sustentei a tese de que o homem culto, intelectualizado, possui a capacidade de
prever o futuro. Esse “dom” o torna capaz de fazer planejamentos, se antecipar aos
acontecimentos e exercer certo controle sobre a realidade.
Não há mágica nesse processo. É o resultado da leitura de um mundo
que se comporta mecanicamente. Qual a vantagem disso? Basicamente, a de não
ficar sob os desígnios da “deusa Fortuna”, isto é, do acaso. Não há surpresas neste
mundo quando o lemos com os olhos do intelecto.
Mas o que ocorreu em Santa Maria – e está ocorrendo em todo país
– prova que o brasileiro não consegue ultrapassar os frágeis limites do Senso Comum. Nossa leitura
está circunscrita ao AQUI AGORA. No máximo, delegamos a previsão dos
acontecimentos às autoridades legalmente constituídas, como se elas fizessem bom uso da reta razão e conseguissem se antecipar aos fatos.
Agora, depois do incêndio que vitimou mais de duzentos jovens
no sul do país, o povo brasileiro, sem exceção, cobra providências que nunca
foram realizadas, como se o princípio da
combustão ainda não tivesse sido descoberto. Do outro lado, as
autoridades, fazendo a "mea culpa", em tempo record, vistoriaram casas de espetáculos em todo território nacional, do Oiapoque ao Chuí, e interditaram centenas de estabelecimentos,
sob o extemporâneo argumento de não estarem em consonância com as normas legais. Se o acidente em Santa Maria não
tivesse ocorrido, essas ações preventivas não teriam sido adotadas.
O “Modus operandi” do povo brasileiro denuncia que neste país
ninguém consegue ver além do que está diante do nariz. E como somente a Mãe Diná, Irmã
Jurema e o pai Osmar possuem a faculdade de adivinhar o futuro, todos se limitam à visão empírica do mundo e somente
agem quando a casa cai (ou queima).
Governo do Estado inaugurou ontem, 01/02/13, um novo e moderno sistema de transporte de mortos e feridos no Pará (Ou: "Ligue 024 e acione os excelentes serviços do SOS Século XXI")
Quando a coisa não funciona temos de “largar o pau”, mas quando
o governo “acerta a mão” temos de “dar a mão à palmatória” e elogiá-lo. Desta
vez foi “gol de placa”.
Como o serviço “192 Urgente” anda a “passos de cágado” por
estas bandas, no dia de ontem, 01/02/13, o governo do Pará lançou o mais
moderno sistema de transporte de mortos e feridos do planeta: o “SOS século XXI”.
A novidade é capaz de promover uma economia de combustível fóssil sem
precedentes na história da humanidade. Com a alta da gasolina e a constante deterioração
da camada de ozônio, a novidade tem tudo para emplacar nos mais longínquos
rincões deste país, quiçá do planeta.
Veja na foto abaixo como o custo para a sua implantação é quase
zero. Basta um pedaço de pau e duas cordas. A “vítima” (em todos os sentidos do
termo) ainda se beneficia com um alongamento voluntário da sua coluna vertebral.
Irá “cantar em outra freguesia” sem dor nas costas.
Segundo a “rádio cipó” já existe o interesse dos EUA e de
todos os países europeus na técnica desenvolvida integralmente em solo
paraense. Os ianques, por exemplo, pretendem economizar uma boa grana quando precisarem
transportar brasileiros, porcos, viados e outras espécies que “comem farelo”.
Depois dizem que não existe inovação científica que preste no
Brasil.
Área do Pantanal, Bairro do Mangueirão, Belém/Pa
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Jatene e o Ministério Público do Pará: uma escusa relação amorosa (Ou: “Entre quatro paredes tudo é permitido”)
A nota publicada no dia de hoje, 21, na Coluna “Repórter 70”
do Jornal “O Liberal”, evidencia a estranha relação afetiva que existe entre o
Ministério Público do Pará e o Governo do PSDB. Diz a nota:
“Sabe-se agora: foi o governador Simão Jatene quem botou o
dedo no suspiro da ala que tentava nomear à vaga aberta com a morte de Graça
Azevedo o segundo colocado na eleição da lista tríplice para procurador-geral
de Justiça”
Ora, se é verdade que coube ao Governador Jatene a decisão de
realizar nova eleição para Procurador Geral de Justiça, a reunião do Colégio de
Procuradores do MP que decidiu a mesma matéria, realizada há poucos dias, não
passou de uma torpe e vergonhosa simulação. Tudo para dar ares de legalidade à
armação e escamotear a fragorosa prova de afeto.
É claro que não podemos confiar totalmente na coluna de um
tendencioso jornal que, por “milhões” de razões, defende os interesses do Chefe
do Executivo Estadual. Porém, quem conhece o Pífio Parquet Paroara sabe da sua
dependência afetiva do PSDB.
Para os descrentes, eis a prova cabal da existência do amor.
Porém de um amor daninho aos interesses do povo paraense, porque quando o Fiscal
da Lei e o fiscalizado se encontram, entre quatro paredes, tudo é permitido.
domingo, 20 de janeiro de 2013
A Secretária de Finanças de Belém e o não pagamento do IPTU (Ou: “Numa Democracia o direito de discordar é sagrado”)
Filosofar não é resolver problemas, mas identificar os
verdadeiros problemas a serem solucionados. É preciso investigar as causas e
fundamentos dos acontecimentos para afastar as falácias e quimeras que
contaminam o pensamento e a ação dos seres humanos.
O caso que envolve a atual Secretária de Finanças de Belém, Suely
Lima Ramos Azevedo, é um bom exemplo para compreendermos como um punhado de
idéias não examinadas pode nos levar a equívocos irreparáveis.
Circulou na imprensa e nas redes sociais que a Srª Suely
Azevedo estaria em litígio judicial com o Município de Belém por causa da
inadimplência do IPTU de um imóvel de sua propriedade. Este fato, segundo
algumas interpretações, a inabilitaria para o cargo de Secretária Municipal,
posto que não teria condições morais para cobrar, no exercício do cargo, aquilo
que, na vida pessoal, não faz.
Para demonstrar a inconsistência desse entendimento, convém,
previamente, examinarmos alguns conceitos bastante utilizados, porém pouco
conhecidos em suas essências. Vejamos o significado de “sociedade democrática
de direito”.
Uma sociedade é, em linhas gerais, uma associação de pessoas
influenciadas por idéias que determinam objetivos comuns. Não há sociedade do
“eu sozinho”. As pessoas convivem porque precisam superar obstáculos. Se o
homem não necessitasse de afeto, abrigo, alimento, reconhecimento, etc. não buscaria
a vida gregária. A incompletude é a causa primária da união.
Mas, como a carência é do indivíduo, não do Estado, e este visa
prioritariamente os seus interesses ante os do grupo, faz-se necessária a
criação de LEIS que garantam a impessoalidade no exercício do poder e viabilize
a convivência humana. Como vivemos numa sociedade democrática as leis emanam,
pelo menos em tese, do POVO. Mas como elas
são construções gerais e abstratas, precisam ser adequadas aos fatos
individuais, por meio de uma interpretação, para a consecução da JUSTIÇA SOCIAL.
O problema é que as interpretações das leis não são pacíficas.
Numa Democracia as divergências
são naturais e constituem o cerne da relação entre as pessoas. É por essa razão
que o POVO, através dos seus representantes, cria instâncias julgadoras com a
competência de arbitrar e decidir as demandas existentes.
Os conflitos são próprios da democracia. Num regime de
exceção, a vontade do soberano não se submete a qualquer outra instância. Ela é
incontestável. Neste tipo de governo a lei também existe, mas como expressão da
vontade do monarca ou ditador. Vale lembrar a famosa máxima que o Rei Luis XIV
teria proferido: “O Estado sou eu”.
Numa democracia o Estado não é – e não pode ser - absoluto,
porque ninguém é arbitrário com relação a si mesmo. Eis a razão de o conflito ser
característica essencial dessa forma de organização social humana.
Ora, se não há interpretação da lei que seja incontestável
numa Democracia, qualquer cidadão pode se recusar a agir quando discordar do
outro. Nesse diapasão, nem a Administração Pública pode impor o seu
entendimento da lei. O jurisdicionado terá sempre o direito
de resistir ao cumprimento de uma obrigação que julgar indevida. Pelo menos até
a decisão final da Justiça.
Partindo dessas premissas, a Senhora Suely Azevedo, como
qualquer cidadão, possui o direito de discordar da cobrança de qualquer “imposto”,
inclusive do IPTU, até que o fato seja decidido judicialmente. Nesse caso, o
direito de resistir ao que se entende incorreto é “sagrado”.
Se a resistência ao cumprimento de uma obrigação é
um pressuposto básico da existência democrática, é inaceitável que se postule a
inabilitação da Srª Suely Azevedo para o cargo de Secretária Municipal pelo
simples fato de ter exercido um direito que julgou possuir.
É sempre bom lembrar que não é a Secretária de Finanças que impõe
aos cidadãos o dever de pagar qualquer tributo. A sua função é de natureza
administrativa. Num regime democrático, a obrigação decorre da LEI, que, como
foi dito, pode perfeitamente ser contestada.
Logo, se não estamos num regime autoritário, como creio, é
incongruente sustentar o entendimento de que alguém não pode exercer o direito
de ocupar um cargo público, para o qual se encontre habilitado, pelo simples
fato de ter exercido outro direito, isto é, o DIREITO DE DISCORDAR.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O MP do Pará e o “pulo do gato” eleitoral (Ou: “Como impedir que um raio cai duas vezes no mesmo lugar”)
Com o inesperado falecimento da procuradora Graça Azevedo, designada para dirigir o MP do Pará no biênio 2013/2014, surgiu o imbróglio da sucessão ao cobiçado cargo. O caso foi levado ao Colégio de Procuradores do órgão para deliberar se a lista com os procuradores remanescentes deveria ser submetida à decisão do Governador ou se nova eleição seria realizada.
Após um acalorado debate, por 24 votos a 01, o Colégio decidiu por uma nova eleição. Na oportunidade, os integrantes da lista tríplice anterior, Procuradores Jorge Rocha e Marco Antônio, foram unânimes em defender a decisão do Colégio, sob o conveniente argumento da defesa dos princípios democráticos. Ambos sabiam que uma eventual designação ao cargo de PGJ, sem novo pleito, afetaria a legitimidade necessária para o desempenho da função. Além do mais, concordar com uma nova eleição faria bem à imagem dos propensos candidatos e funcionaria como um excelente marketing pessoal, capaz de render bons frutos eleitorais.
Mas a estratégia política da dupla que representa o poder que se reveza há mais de uma década no MP não se restringiria a uma declaração de apoio à democracia. O “pulo do gato” ainda estava porvir.
Para impedir uma nova surpresa eleitoral, o Procurador Jorge Rocha, astutamente, retirou a sua candidatura ao cargo. A “situação” sabe que foi a fragmentação dos votos que viabilizou a vitória de Graça Azevedo. Numa disputa direta com a nova candidata da “oposição” a possibilidade de um resultado adverso é pequena.
Eis a razão que levou os “democráticos” membros do MP paraense a decidir por um novo pleito. Optaram por uma nova eleição, mas adotaram todas as providências para que o raio não caia novamente no mesmo lugar.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
E o concurso da PMPA? (comentário de um anônimo)
Prof, o sr pode fazer uma matéria denunciando o descaso do
concurso da PMPA 2012? Hoje completa 61 dias que fizemos os exames médicos e
nada de resultado e nem convocação pro TAF, a UEPA não divulga nada, não fala
nada, e ninguém cobra nada. A Lei 8666/93 foi jogada no lixo, pq as contratadas
não fazem mais a vontade da administração, e o que acontece é o inverso.
A UEPA sempre diz que vai
sair no fim do mês e já estamos caminhando pro 3º mês e nada... Amanhã, às 10h,
no auditório do comando geral, haverá reunião com todos os comandantes dos
comandos que serão pólos do CFSD, mas ainda nem finalizou as etpas, só falta
marcarem a data para o início do curso e a UEPA não fazer a parte dela, de
executar... no aguardo
A Polícia Civil e os patrulhões: Qual é a competência da Polícia Judiciária? (Walmari Prata Carvalho)
A coluna
Repórter Diário de hoje, do Jornal Diário do Pará, em seu tópico COLISÃO edita
manifestação como sendo de autoria do Presidente do SINDEPOL, onde o mesmo
pretende se manifestar junto à justiça argüindo a inconstitucionalidade do
emprego da mão de obra da PC nos rotineiros Patrulhões, tendo em vista
tratar-se de atividade preventiva, logo, de competência exclusiva da Policia
Militar. Muito acertada a decisão do Presidente do Sindipol espero que, outros
setores de classe o sigam na defesa dos que representam, pois, somente assim,
talvez, o MP consiga perceber os inúmeros desvios de finalidades que ocorrem em
todos os setores do Sistema de Segurança. Na PM não é diferente, enquanto uns
abrem portas, outros são colocados a disposição de outros órgãos, sem mesmo
serem agregados como determina a lei, e, por lá ficam por tempo superior ao
legal, e, mesmo assim não são transferidos compulsoriamente para a reserva como
dita a lei. Existe caso em que, o militar passou mais de dois anos fora, foi
colocado na reserva em obediência legal, mas, o jeito amigo aplicou os favores
da lei fazendo-o retornar, e, novamente agora o disponibiliza.
O governo
agindo assim dinamiza o desrespeito a lei, e, permite a ação do MP que deseje
fazer valer sua condição de fiscal da lei, e, nesta área de segurança terá
matéria à saciedade. Por outro lado, o governo considerando tais atos de
extrema necessidade deve procurar o embasamento legal que lhe de sustentação,
e, garantias aos ocupantes de tais funções. Agindo como sempre faz ao arrepio
da lei expõe o servidor a sanções futuras, e, fica refém do MP, em razão do
eterno, e, recorrente caminho das improvisações.
Apresentei há
algum tempo, um aditivo ao sistema de segurança vigente, nele, entre outras
coisas sugeria estudos para a UNIFICAÇÃO DAS POLICIAS, bem como reformulação
Estatutária na PM. O Estado caminha ao encontro destas opções, ou os
sindicatos, associações, clubes representativos de classe acabarão por
dinamizá-los a caminharem neste sentido via justiça, mas, antes disso ocorrer,
algumas cabeças podem sentir o peso do martelo da justiça, por terem
determinado, por terem aceitado, ou mesmo se omitido a execução ou assunção de
tarefas sem base legal, gerenciadas ou auferidas em decorrência de
improvisações ilegais. Parabéns ao presidente do SINDIPOL, que outros o sigam
na defesa intransigente dos direitos estabelecidos.
Belém, 16 de
janeiro de 2013.
WALMARI PRATA CARVALHO
walmariprata@hotmail.com
sábado, 29 de dezembro de 2012
O Vale-Cultura e a cultura do vale (Ou: “A ignorância é a causa de todos os males”)
A sanção
presidencial à lei que instituiu o Vale-Cultura, no valor de R$50,00 (cinqüenta
reais) mensais, apenas ratificou o que qualquer observador atento é capaz de
inferir: o brasileiro é o povo mais “dinheirista”do mundo.
Aqui tudo se faz por dinheiro. Por isso o enorme
sucesso das diversas bolsas instituídas pelos governos federal e estaduais.
Quem por um ato de “insanidade administrativa” ameaçar acabar com esses
benefícios pecuniários estará fadado ao maior e mais duradouro ostracismo
político da história deste país.
No Brasil até a cultura se incentiva com grana. A
educação não é vista como um VALOR EM SI MESMA, como algo capaz de formar e
desenvolver o indivíduo, mas como um instrumento capaz de propiciar algum
benefício material.
É a mais infame postura contra o conhecimento que
uma nação pode ter.
A
conseqüência cruel desse comportamento é a submissão e manipulação total do
povo brasileiro pelo vil metal. Tudo se justifica pela possibilidade de ganhar
ou perder algo. Um governante astuto controla a massa criando uma vantagem
financeira ou extinguindo-a. É a mesma lógica que garante a existência dos
cargos em comissão no serviço público. Faz-se tudo para obtê-lo, mesmo que
contrarie o escopo da existência do próprio cargo.
A coisa é tão grave neste país, que até Sócrates
não faz sentido por estas bandas. Para o filósofo ateniense CONHECIMENTO É
VIRTUDE; para os brasileiros, somente dinheiro é virtude. Por isso é fácil
entender porque a produção cultural no Brasil é um fracasso. O conhecimento
liberta; o dinheiro, tutela. Em vez de o princípio bíblico “Conhecereis a
verdade, e a verdade vos libertarás”, impera a máxima: “É dando que se recebe”.
Eis uma das raízes do desinteresse pela cultura no Brasil, que se alinha perfeitamente ao princípio contemplado, há mais de 25 séculos, pelos gregos: A IGNORÂNCIA É A CAUSA DE TODOS OS MALES.
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