quinta-feira, 13 de julho de 2017

O “São Lula” e os petistas empedernidos (OU: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”)

Só a devoção divina aliada a doses cavalares de ignorância pode explicar a defesa que alguns militantes fizeram (e fazem) do ex-presidente Lula, após a sua condenação a 09 anos de prisão, pelo Juiz Federal Sergio Moro.

Os principais argumentos dos petistas empedernidos contra a decisão do juiz são a de que Moro não foi parcial no curso do processo e ignorou provas consistentes apresentadas pela defesa.

Ora, não é preciso ir longe para perceber que essas teses são fruto da mais básica ignorância de como funciona um processo judicial, principalmente quando se possui os serviços dos mais caros e competentes advogados da república, como foi o caso do Lula.   

Primeiro, os competentes advogados de Lula arguiram, ao longo do processo, que durou mais de 02 anos, a SUSPEIÇÃO DO JUIZ perante as instâncias superiores da Justiça brasileira, sem lograrem êxito, o que demonstrou que essa tese não foi acolhida por desembargadores que examinaram os argumentos a eles submetidos.

Depois, todas as DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS (proferidas ao longo do processo) de Moro, como juntada de provas documentais, depoimentos de testemunhas, perícias, etc., também foram contestadas pela competente defesa de Lula nos tribunais competentes, porém, mais uma vez, quase a totalidade das decisões do juiz foi confirmada por essas instâncias recursais.

Diane desses fatos processuais, somente a devoção e o pleno desconhecimento dos ritos processuais pode justificar os ataques insanos que os adoradores de Lula fizeram contra o Juiz e sua abalizada sentença.

Por isso, para não passarmos vergonha, mesmo nas redes sociais, e salvarmos nossas almas, convém saber distinguir uma proposição CIENTÍFICA de uma RELIGIOSA, afinal, para contestar quem pensa de forma divergente é necessário atacar a substância dos fatos, jamais os seus elementos acidentais (como adjetivar o portador do pensamento), posto que, cedo ou tarde, quando se procura com honestidade intelectual, a verdade aparecerá. Ademais, nem no juízo final a ignorância dos fatos é causa justificadora dos nossos pecados e, certamente, nossas almas arderão no fogo do inferno.


“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João, 8:32)”

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