sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Como usar o CONSELHO SUPERIOR DO IFPA para efetivar uma greve (Ou: “Os grevistas do colarinho branco”)

A recentemente greve aprovada por uma parte minoritária dos servidores do IFPA, parece que vai escrever mais um capítulo de lambanças e corrupção na história do instituto.

Há fortes indícios de que vários gestores da instituição requererão ao Conselho Superior do IFPA – CONSUP a suspensão do “Calendário Acadêmico” de diversos campi, a fim de paralisarem as atividades acadêmicas por meio de uma medida administrativa e assim efetivarem uma greve que, com as suas próprias pernas, não vingará em solo iefepeano. Parece que esses “grevistas do colarinho branco” são movidos pela doce ilusão que uma decisão do CONSUP os livrará da responsabilidade de paralisar as atividades laborais que, por dever de ofício, possuem o PODER/DEVER de garantir as suas execuções.

Se assim agirem, demonstrarão, além de um alinhamento com os grevistas que conspiram contra o governo Temer, um profundo desconhecimento das atribuições do Colegiado Máximo da instituição. Se lerem sem “paixão esquerdista” o inciso I do artigo 9º do Estatuto, perceberão que, dentre outras, compete ao CONSUP “ZELAR PELA EXECUÇÃO DA POLÍTICA EDUCACIONAL DO IFPA”, logo esse colegiado não tem competência para paralisar o funcionamento das Unidade Educacionais, prejudicando os servidores e alunos que possuem o DIREITO de exercer as suas atividades laborais e receber o serviço educacional, respectivamente.

Não obstante, a possível paralização do ensino em razão de uma greve NÃO É UMA QUESTÃO DE POLÍTICA INSTITUCIONAL, que esteja na alçada de um órgão como o CONSUP, mas é uma decisão executiva que possui um claro fundo jurídico, logo, se a gestão possui dúvidas quanto as ações que deve adotar ante esse fato, deve solicitar à PROCURADORIA FEDERAL junto ao órgão uma orientação a fim de agir com probidade e legalidade; mas, se ao revés, optarem em recorrer ao CONSUP para resolver essa demanda, demonstrarão de forma cristalina que pretendem usar o colegiado Máximo do IFPA como um hipotético escudo para efetivar as suas funestas e perversas intenções. Tudo indica que no afã de combaterem o Governo Federal, atropelarão as normas que regem a instituição.

Resta agora saber se os conselheiros cairão no “canto da Circe” da gestão do IFPA, porque, se assim agirem, poderão, solidariamente, responder pelas LAMBANÇAS QUE APROVAREM.   
    

                                                   

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Temer e a perseguição aos “ALTOS SALÁRIOS” dos servidores.

Um professor, durante a assembleia de hoje, 16/11/2016, no Campus Belém do IFPA, disse que a PEC e outras maldades do Temer tinham como objetivo a demissão dos servidores públicos. Os primeiros a serem “DEGOLADOS”, segundo o profético mestre, seriam os que percebem os maiores salários. Essa bombástica declaração quase acabou com a assembleia. Por pouco alguns coordenadores do sindicato, e outros pobres docentes, não tiveram um ATAQUE CARDÍACO. Como eles ganham mais de 10 mil reais líquido, seus corações quase pararam.


No fundo e no fim, para esses grevistas, não interessa a simples paralisação das atividades acadêmicas do IFPA, mas que seus polpudos salários não parem de crescer.    

Temer e a proibição do uso dos “shortinhos”.

Acreditem se quiserem, mas uma professora, durante a assembleia de hoje, 16/11/2016, no Campus Belém do IFPA, disse que a PEC e outras malevolentes ações do Presidente Temer poderiam levar à PROIBIÇÃO DO USO DOS SHORTINHOS, o que, a rigor, nos faz pensar que representaria um incomensurável prejuízo às mulheres (as mais ousadas, é claro!). Por muito pouco o presidente não foi acusado de tentar contra as “ceroulas” dos marmanjos mais recatados, afinal a maldade do Temer não tem fim.   
  

Que Deus nos proteja do malvado Temer!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O paradoxo da “Luta de Classes”

Uma professora, durante a assembleia de hoje, 16/11/2016, no Campus Belém do IFPA, disse que a PEC faz parte de uma estratégia do Temer para beneficiar a ELITE e prejudicar os PROLETÁRIOS, se referindo aos presentes e, em particular, aos alunos que atentamente a ouviam. No fim, defendeu a GREVE como forma de protesto contra essa perversa distorção política. Ora, defender a suspensão dos estudos dos “proletários” não é defender que a ELITE permaneça ELITE e os proletários, PROLETÁRIOS?  

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A hipocrisia da esquerda delirante

Ao declarar que não pretendo aderir à greve dos servidores do IFPA, prevista para iniciar no dia 11 de novembro de 2016, fui acidamente criticado nas redes sociais por pessoas que pensam que a decisão de uma assembleia não pode ser desobedecida, por ter sido a expressão da vontade da maioria. Mesmo discordando do teor da deliberação no mérito, número e grau, segundo essas pessoas, deveria me submeter ao que foi decidido, em nada importando se a minha insurreição observará ou não os estreitos ditames LEGAIS.

Esse posicionamento, no entanto, não me surpreendeu, pois advém de pessoas magoadas com o atual Governo Federal por considera-lo ilegítimo, logo, quem quer que pareça defender uma ideia favorável aos interesses do Executivo Federal, de imediato é chamado de COXINHA ANTIDEMOCRÁTICO. Ante pensamentos condicionados aos interesses de uma esquerda delirante, imagino se a assembleia iefepeana deliberasse por UM ATAQUE TERRORISTA ao Congresso Nacional, certamente não lhes pareceria lícita a recusa de um servidor em jogar uma bomba no Senado Federal ou incendiar a Câmara com todos os deputados dentro.

Ao revés, o grande paradoxo contido nesses discursos “esquerdopatas”, reside no fato de as mesmas pessoas que pregam a obediência cega aos ditames de uma decisão colegiada, exarada numa simples assembleia de servidores, não respeitarem a decisão TAMBÉM COLETIVA do Congresso Nacional, que, em observância ao ordenamento jurídico pátrio, afastou a ex-presidente Dilma e empossou Michel Temer na presidência da república brasileira. Contra essa decisão colegiada, no bojo de uma democracia representativa, meus amigos ressentidos SE OPÕE descaradamente, afinal quando os seus indescritíveis interesses políticos estão em jogo, não possuem o menor pudor em condenar aquilo que, em outra circunstância, fragorosamente defendem.


Eis que assim, sob o mando de uma hipocrisia conceitual, esses “patriotas sectários” atacam quem não reza as suas cartilhas, “esquecendo-se” que praticam atos da mesma natureza que declaram condenar, porém revestidos de uma intolerância incompatível com qualquer regime democrático moderno, porque os seus interesses estão acima de qualquer pensamento LIVRE e DIVERGENTE.