sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A saga “paradista” do SINASEFE

O SINASEFE está em crise existencial. Esse sindicato, na atual gestão, ainda não conseguiu efetivar a única coisa que dá sentido à sua inexpressiva existência: paralisar alguma coisa. Os seus integrantes tentaram interditar a Avenida Almirante Barroso com uma inusitada “aula na pista”, mas quando o asfalto esquentou, saíram correndo como siris na lata.
Depois tentaram paralisar as aulas no Campus Belém do IFPA com uma greve, mas até os seus aliados mais entusiasmados foram infiéis e, sem qualquer pudor, assinaram o ponto de frequência como os mais assíduos servidores. A falta de conhecimento em psicologia os fez ignorar um princípio básico do mundo capitalista: o bolso é o limite para quem proclama a fé num ideal.
Sentindo que sozinhos não conseguiriam parar nem automóvel no prego, esses sindicalistas sonhadores resolveram apoiar a “ocupação” do Campus Belém. Acreditaram ingenuamente que os estudantes copiariam os seus pares sulistas e, enfim, efetivariam o plano diabólico de suspensão das atividades no campus, o que os faria se sentir úteis perante os seus incautos associados, mas a meia dúzia de aguerridos acadêmicos não tiveram apoio dos seus colegas paroaras e se limitaram a “ocupar” a grama que fica no hall de entrada do campus, mas as formigas os expulsaram e hoje “ocupam” somente as escadarias do bloco administrativo, porém sem impedir, sequer, a circulação das catitas e baratas que há anos, de fato, ocupam essa unidade de ensino.
Como na terra do açaí a coisa estava feia, foram à Brasília, movidos por uma ilusão megalomaníaca de que seriam capazes de parar o Senado Federal e impedir a votação da PEC 55. Na capital tupiniquim não passaram da praça dos três poderes e, por determinação da polícia local, tiveram de assistir pela televisão a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição. Com os rabos entre as pernas, voltaram para Belém sonhando em paralisar alguma coisa para não agravar as suas combalidas autoestimas.
De volta à casa, tiveram a mais “brilhante” ideia de jerico que suas cabeças são capazes de produzir: paralisar o CALENDÁRIO ACADÊMICO há 15 dias do seu término e com efeitos retroativos. Chegaram a divulgar nota para que a “poderosa” militância fizesse “lobby” juntos aos conselheiros, mas como o placar de 11 a 8 o calendário foi mantido e mais uma vez seus planos “PARADISTAS” sucumbiram.
Hoje, com o SINASEFE quase moribundo, os tenazes sindicalistas, finalmente, pensam de forma mais realista. Agora pretendem parar a queda da Torre de Pisa, que se inclina na ordem de 0,5 grau por século. Segundo fontes seguras o “prano” é o seguinte: viajar, com o dinheiro dos associados, para a cidade italiana e, no local, cada membro da diretoria empurrará por 15 minutos, durante 15 dias, a edificação do lado sudoeste. Após esses seguidos esforços, descansarão num hotel 5 estrelas, afinal o pensamento pode ser de éter, mas o corpo não é de ferro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário