quarta-feira, 27 de maio de 2015

FALTA DE EFETIVO; DISCURSO RECORRENTE DE TODOS. (texto de Walmari Prata Carvalho)

A insegurança é uníssona; a indignação é geral; os reclames ecoam de norte a sul, de leste a oeste, do Arroio ao Chuí. Quando se busca um caminho, uma diretriz, que vá ao encontro de uma solução ou mesmo de uma atenuante; observamos todos os dirigentes dos sistemas de segurança, os especialistas em segurança nominarem algumas condicionantes provocadoras da insegurança, mas, todos convergem sempre em seus discursos midiáticos à falta de mais policiais nas ruas como a principal de todas; as autoridades de todos os poderes, e, até mesmo os técnicos da área ratificam tal lacuna ‘’a falta de efetivo’’. No afã de equacionarem a demanda executam pontualmente operações do tipo ‘’esvazia quartel’’, que pelo uso excessivo de uma mesma mão de obra esvai-se em bem pouco tempo, e, tudo volta a cíclica e rotineira condição de falta de efetivo.

Conhecedores das necessidades institucionais de resposta ao público alvo (a sociedade), os mandatários máximos do executivo, legislativo, judiciário, e, alguns setores privilegiados do município, e, empresários iluminados, que mantém sob suas tutelas grandes efetivos, alguns apenas abrindo portas, não abrem mão de tal privilegio em benefício de uma sociedade necessitada de maior cobertura de especifica mão de obra de destinação constitucional.

Ninguém abre mão de sua segurança, ou de seu abridor de porta, que mesmo pagos pelo executivo para servirem fundamentalmente ao povo, servem senhores, e, setores que não os pagam. Pergunto se desejam tanto um PM ao dispor de seus setores, qual a razão de não criarem suas guardas próprias, sob as expensas de suas dotações orçamentárias. A PM poderia inclusive formar essa especialidade de segurança, e, por essa formação os setores pagariam. Enquanto isso não ocorre, e, como demanda tempo para a formação, que tal substituírem os policiais ativos por inativos voluntários a serem pagos por cada órgão. Assim muitos ativos há décadas encastelados em poderes, e, babando senhores poderiam voltar para as ruas e atender as demandas sociais.

Ocorre que ninguém tem aquilo roxo para bancar uma saída como essa ou assemelhada a essa, não desejam criar animosidades entre os poderes, e, assim fragilizar a tal de governabilidade. Enquanto isso o povo que se exploda, pois, das benesses ninguém abre mão.

Belém 26 de maio de 2015.

WALMARI PRATA CARVALHO
walmariprata@hotmail.com

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