domingo, 2 de março de 2014

Ministério Público do Pará contrata Fundação Carlos Chagas SEM LICITAÇÃO (Ou: “Quando o sujo fala do mal lavado”)

 
Se não fosse o Ministério Público do Pará poderíamos dizer que tratar-se-ia de mais uma “história de pescador”, mas como é o “Para quet?” da terrinha do asfalto e do açaí o inimaginável é possível. Refiro-me à nota publicada hoje, 02/03, na Coluna “Repórter Diário” do Jornal Diário do Pará, na qual consta, sob o título de ÍMPROBO, que o MP Paraense contratou a Fundação Carlos Chagas para realizar um concurso para promotor de justiça SEM LICITAÇÃO.

O interessante é que o mesmo MP, há pouco tempo, por intermédio do Promotor de Justiça Paulo Ricardo de Souza Bezerra, ingressou com uma Ação civil Pública requerendo a suspensão imediata do concurso público realizado pela Prefeitura de Marituba, sob a responsabilidade da Escola Superior da Amazônia – ESAMAZ, por entender que não havia justificativa razoável para a contratação desta empresa sem a realização de LICITAÇÃO PÚBLICA.

Se ainda considerarmos os Termos de Ajustamento de Conduta – TAC que foram firmados entre o MP e vários órgãos estaduais e municipais para que a realização de LICITAÇÃO, obrigatoriamente, precedesse a contratação de empresa responsável por CONCURSO PÚBLICO, teríamos que conceber, por inferência lógica, que o MP teria de propor um TAC com ele mesmo. Neste caso não seria apenas um TAC, mas um TAC, um TECO e um TICO. Seria uma peça administrativa digna de um órgão responsável pelo principais desmandos que ocorrem no Pará. Afinal, quem não dá conta das improbidades que ocorrem em sua própria casa, não pode corrigir as que ocorrem na casa dos outros.     

Eis que o SUJO andou falando do MAL LAVADO.     

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