terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sargento PM transa com soldada durante operação militar, depois se julga perseguido e requer providências ao MP contra oficiais Superiores da PMPA.

O Sargento PM Cleiton Pinheiro e a soldada PM Diliane Marques (agora Diliane Monteiro) se relacionaram sexualmente durante uma operação policial militar no município de Uruará/Pa, em julho de 2013. Transaram no interior do banheiro de uma casa alugada que funcionou como Destacamento PM. Como se estivessem numa colônia de férias, o sargento Cleiton gravou com o seu celular o ato libidinoso, certamente para exibi-lo como troféu no momento oportuno.

Para azar dos amantes militares, o vídeo vazou e chegou ao conhecimento do então marido da soldada infiel, Major Wolgrand. O oficial, de pronto, transferiu as imagens para um DVD e o apensou a uma petição, endereçando-a aos comandantes de Cleiton e Diliane, movido pela crença de que a Ordem de Serviço (OS) da missão não impunha o sexo como uma das tarefas a serem realizadas naquela cidade.
 
Como os militares estavam sob a égide de uma OS e não constituíam um bando, mas uma tropa PM, sob o comando do graduado mais antigo, acreditou Wolgrand que os princípios da hierarquia e disciplina não teriam sido desprezados no interior da aludida residência, o que permite que a consideremos como local sujeito à ADMINISTRAÇÃO MILITAR, pelo menos durante o tempo em que a missão durou. Nesse diapasão, há claros indícios de que o Sgt Cleiton e a Soldada Diliane tenham infringido o artigo 235 do CPM.                    

Art. 235. Praticar, ou permitir o militar que com ele se pratique ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar. (grifo adicionado)

 
Se outra for a interpretação, teremos que admitir que a residência locada para abrigar a Guarnição PM era, de fato, uma “COLÔNIA DE FÉRIAS”, o que justificaria que os militares a utilizassem para consumir bebidas alcoólicas, realizar festas sensuais (com ajuda de pessoas especializadas nos prazeres mundanos) ou quaisquer outras práticas capazes de deixar Baco boquiaberto.

No entanto, ainda que admitamos que a residência utilizada pela GU, durante a missão, não estivesse sob a tutela da Administração Militar, hipótese possível apenas pelo puro amor ao debate, as condutas de Cleiton e Diliane incidiriam, em tese, no tipo penal previsto no artigo 239 do CPM, que veda a produção de vídeo erótico no curso de uma operação militar.        

Art. 239. Produzir, distribuir, vender, expor à venda, exibir, adquirir ou ter em depósito para o fim de venda, distribuição ou exibição, livros, jornais, revistas, escritos, pinturas, gravuras, estampas, imagens, desenhos ou qualquer outro objeto de caráter obsceno, em lugar sujeito à administração militar, ou durante o período de exercício ou manobras. (grifo adicionado)

 
Por outro lado, no campo administrativo disciplinar, a conduta dos militares constitui transgressão da disciplina policial militar, nos termos do § 1º do art 37 da Lei nº 6.833/06 (Código de Ética da PMPA).

 
§ 1º - São também consideradas transgressões disciplinares todas as ações, omissões ou atos, não especificados nas transgressões deste artigo, que afetem a honra pessoal, o pundonor policial militar, o decoro da classe ou o sentimento do dever e outras prescrições contidas no Estatuto dos Policias Militares, leis e regulamentos, bem como aquelas praticadas contra regras e ordens estabelecidas por autoridade competente. (grifo adicionado)    

 
Apesar de tudo, o Sargento Cleiton Pinheiro se julgou ofendido pelo Major Wolgrand e perseguido pelos comandantes do Batalhão de Policiamento Ambiental – BPA e Comando de Policiamento Especializado – CPE, Tenente Coronel Monteiro Júnior e Coronel Eder, respectivamente. Contra Wolgrand, alegou que o oficial divulgou na internet uma petição que tratava da conjunção carnal que praticara com Diliane; Contra Eder e Monteiro Júnior, aduziu suposta perseguição administrativa, em razão de ter sido designado para uma nova missão no Batalhão Penitenciário. Se a missão fosse em Uruará, com Diliane, o sargento jamais teria representado contra os comandantes.

O certo é que, por determinação do MP foi instaurado o Inquérito Policial Militar – IPM de Portaria nº 001/2014-IPM/COR/CPE, de 28 de janeiro de 2014, sob a presidência do Coronel Sena, Diretor Geral Administrativo da PM, para apurar o fato. Logo, em breve saberemos se a PMPA ainda preserva tão somente os princípios da hierarquia e disciplina; ou se, sob a égide de Dionísio, já admitiu o SEXO como novo princípio que os policiais militares devem observar no exercício de suas funções.            

21 comentários:

  1. Tem um detalhe: "Quem pagou a casa,foi o Estado ou foi uma coleta do grupo??? Caso tenha sido financiada pelo grupo,eles poderiam fazer suruba porque era problema deles. Outro pergunta: Porque apenas os dois foram punidos,se existe indicios de que o Comandante sabia de tudo e a tropa em serviço era responsabilidade dele??? Diliane foi ingenua,e foi usada pra lhe atingir,mesmo q tenha permitido a gravaçao. Qualquer pessoa sabe que;" Um grupo de homens e mulheres reunidos,ira despertar o alibido,principalmente em mulheres de personalidade fraca,q se deixa seduzir por acreditar no poder da seduçao,e de forma covarde pensa q sexo fora do casamento, vai ajudar a esquecer os problemas.Por outro lado Wolgrand, voce nao protegeu a sua esposa da forma como deveria proteger. Voce jogou Diliane em meio a lobos,voce tinha e tem condicoes p pagar uma casa somente para as mulheres da tropa. Por isso assim diz a biblia:"Orai e vigiai".

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  2. Apesar da aparente banalização que se dá às relações sexuais, expostas nas novelas e royalty show, ainda não se pode ampliar o leque, impondo-se comportamento dessa natureza em terras tupiniquim. Lamentável, pois, as aparências enganam. Lembro-me quando da morte de Tancredo Neves e a ascensão a presidência de José Sarney, comovidos pelo episódio, um amigo, ingenuamente ou querendo me consolar, disse: “ele faz parte da Academia Maranhense de Letras, é escritor, um poeta, certamente irá governar bem, pois, tem sensibilidade”. Pura balela! O tempo se encarregou de desfazer essa impressão. Essa moça escreve no Recanto das Letras, casou com um intelectual. Que pena se deixar levar por essa mania nacional de exposição de intimidade. Que bom que a questão afetiva foi superada. Abraços.

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  3. Maj admiro sua coragem de tratar as coisas de forma legal apenas...responsabilizand aqueles q infringiram a lei independente d qualquer coisa....Quem expos a meu ver foi a propria Sd que se deixou expor dessa forma....ingenuidade.....haa isso nao existe mais nos dias d hoje...me desculpemmm....as pessoas erram pq querem errar...e tem q assumir as consequencias d seus atos!!!

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  4. Um chifre é um chifre!

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    1. Um chifre não é um chifre, é uma ideia.
      Uma ideia somente tem valor para quem nela crê.
      Quem crê numa ideia? Um ser estúpido,
      Porque os seres inteligentes sabem que elas são abstrações,
      E como tais não possuem existência real
      E somente afetam quem não sabe com elas se relacionar.

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  5. Bravo,quando eu falo q sua esposa foi ingenua, foi pelo simples fato de que a mesma acreditou que jamais aquelas imagens cairiam nas suas mãos. As pessoas tem q parar cm isso de achar que:" Quem pratica sexo nao e mas ingenuo." Atirem a primeira pedra aquele que nunca pecou.

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  6. Cadê o vídeo Major. coloque no x video

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  7. Q. coisa estranha... quais motivos teria o marido traído para divulgar o ato sexual da mulher? Houve realmente essa divulgação? O q. impulsionou o marido (ou ex) a denunciar? Foi vingança ou a moral falou mais alto q. o amor? Não deixa de ser uma baita de uma exposição de privacidade! RESPONDE ESSA.

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    1. Caro anônimo,

      Você está confundindo o que pertence ao domínio público com o que deve ficar no campo privado. Esta publicação tem como objeto uma prática tipificada como crime militar e transgressão da disciplina policial militar, logo não invade a privacidade de ninguém. É um fato que qualquer cidadão tem o direito de saber, posto que tudo é financiado com o seu dinheiro, inclusive o aluguel da casa que abrigou os militares em serviço.

      Como você não entendeu o texto acima, lembro-lhe que o objeto é o registro em vídeo da prática de ato sexual, perpetrada por militares, durante uma operação militar e em local sujeito à Administração Militar. Se você acha isso privado, permita-me discordar.

      O grande paradoxo é que um dos autores dessa prática, sargento Cleiton Pinheiro, representou contra oficiais da PM ignorando que o principal – e talvez único – transgressor é ele mesmo.

      Agora quanto a traição, como filósofo, digo-lhe que não há traição no amor, o que há é mudança do objeto do afeto, coisa que qualquer ser humano tem o direito de fazer. Ninguém deve ser obrigado a amar ninguém. A voluntariedade é um princípio básico de uma relação saudável. Portanto não há traição no amor, apenas mudança de objeto.

      Um abraço.

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  8. Grande Wolgrand;
    Não resta duvida, se, tudo que, por você foi assentado corresponde à verdade plena, nada restara ao encarregado do IPM, Cel. Sena, a não ser caracterizar no bojo de seu relatório os crimes cometidos, e, as transgressões facilmente encontradas, e, daí as implicações inerentes ao comandante das duas praças que, não soube compartimentar o gênero, ou pelo menos fiscalizar o ambiente comum. Percebo que os pensamentos subjetivos que inferem a valoração de pessoas com o acolhimento acadêmico sociológico ou filosófico como você, muito diferente da maioria dos homens comuns, passeiam na condição da traição sem os efeitos que todos por ela sentem. Por sua postura no enfrentamento em postagem de um tema tão delicado, procura dar aos leitores o entendimento de que és superior nos recebimentos das galhas, entretanto, mesmo que não aceites as percepções de teus ais, eles estão sim sublimados na couraça aparente e filosófica de teu dizer; é pegar uma gripe, estar espirrando, e, dizer-se que a gripe não o debilita. Não busquei no passado, ao manifestar-me sobre este mesmo assunto, inferir qualquer predicado a sua pessoa, mesmo porque não o sabia como prejudicado traído. Agora que o sei, apresento meu manifesto, apesar de sua manifestação contraditória aos ferimentos inerentes, apenas para dar um ombro amigo, e, um conforto pelas palavras. Não tenho a menor duvida que sua ex esposa foi a que mais perdeu.Perdeu não pela inocência;ou pelo convencimento do ardil do macho que a dominou;ou ate mesmo por teres a deixado sem apoio.Perdeu pela lasciva;perdeu pela falta de caráter;perdeu por não te respeitar,e,nem a ela mesmo;perdeu por não ser uma profissional autentica;perdeu em razão desta ser sua natureza,aquela mesma do escorpião que deseja atravessar o rio.Antes agora, do que num futuro com a família já constituída por uma prole.Quem mais ganhou foste tu,ao te livrares de uma despudorada companheira ou esposa.Lamento também não saberes escolher uma companheira esposa;esta é uma necessidade de muita maturação,e,ainda assim o erro pode vir.Cuidado,saiba no futuro escolher melhor.Deixe doer sim,pois,se enfrentares sem a dor do corpo e da mente,apenas pela tua imagem filosófica do que significa ser traído;não adquiriras anticorpos produzidos pela dor sentida,nem os cuidados inerentes a idênticas condições que ainda iras enfrentar na tua estrada,e,se assim não for,acabaras com a cabeça como um pomar de chifres,para ti sem dor.Juízo,e,mature bem suas novas esposas/companheiras.

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  9. A soldado foi expulsa da corporação? Ou se retirou por vergonha de ter sido exposta? Em qualquer dos casos, por que o mesmo ainda não ocorreu com a outra parte envolvida na infração? Se erraram, ambos devem pagar o preço na mesma moeda, pois assim como alguém casado se deixa fazer sexo fora do casamento, alguém solteiro tem de respeitar o casamento do próximo, além de dever sempre respeitar as normas da corporação da mesma forma. A punição será justa somente se acarretar no mesmo peso para ambos envolvidos. Espero que a sua luta seja para buscar isso.

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    1. Caro (a) anônimo (a), o Sargento Cleiton Pinheiro também era, e é, casado, inclusive com um filho recém nascido. Mas a questão não é de cunho moral, pois não vejo a prática do ato sexual fora do casamento como algo de outro mundo, mas institucional. Principalmente porque estamos falando de uma corporação militar, cujos princípios e regras não admitem práticas dessa natureza. Quanto a uma possível punição, caberá à autoridade administrativa e judicial decidir qual medida deve ser aplicada ao caso.

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  10. Espero que, com essa sua nova esposa vc possa ser mais feliz.

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    1. Obrigado, mas as minhas ações neste mundo não visam a busca da felicidade, no sentido corrente do termo, mas garantir que eu possa cuidar de mim mesmo, impondo limites às influências externas. De outra forma, como disse Foucault, sequer posso me considerar um sujeito.

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    2. Rubenita Pimentel2 de março de 2014 08:12

      Sem grandes elucubrações, o meu desejo é de q. vc possa ser alegre e tranquilo. É claro q. isso não significa dependência de um parceiro. Há muitas alternativas, como exemplo (e como vc escreveu), cuidando de si mesmo! Algumas amigas criam essa expectativa: no encontro de um parceiro vem a ausência de solidão, os problemas acabam e aí é só felicidade! Se não sabemos cuidar de nós mesmos, como cuidar da relação com o próximo? Fique bem e cuide-se!

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  11. Vc pode ser Letrado, Dr. e tudo mais, mais sua Inteligência Emocional é zero, num adianta ficar dando murro em ponta de faca, cada um tem o direito de fazer o que quer fazer da vida, se vc quer ficar dando murro em ponta de faca é muita burrice, grande conquista prejudicar as duas partes e ficar como corno que dá pena as pessoas. Desativando sua página na rede social em 3...2...1...

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    1. O seu comentário deixa claro que você também não tem controle emocional. Um grande abraço.

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  12. O que teve aí foi uma traição não um crime militar, se o militar sai em uma viagem e com parte de suas diarias aluga uma casa e pratica sexo, pode ser imoral perante os outros militares q com ele dividiram o aluguel, mas não é ilegal já que o estado não disponinoliza dormitorios para militares, a não ser q façam parte do oficialato.
    Mas não se pode deixar passar o ato praticado pelo sgt irresponsavel e da sd infiel(igenua não) traga constrangimento ao ofendido sendo possivel uma indenizaçao ma esfera civel, mas crime militar acho muito improvavel.

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  13. a policia já virou as costas pro sr. uma vez, não brigue pelos costumes ou pela imagem dela(policia) que fica parecendo mais pessoal(ciúmes) que profissional ,a melhor coisa é ignorar essa mulher que não lhe merece.

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  14. RESENHA DA PORTARIA DE IPM Nº 001/2014 – CorCPE, de 28 DE JANEIRO DE
    2014.
    1. ENCARREGADO (A): CEL QOPM RG 10447 AMÉRICO VALERIANO DE SENA
    FONSECA, da DP;
    2.ORIGEM: Of. nº 031/2013/BPA (Sigpol 2013054668), e requisições contidas nos Ofícios
    624/13/MP/2ªPJM (Sigpol nº 2013067515) e nº 038/2014/2ª PJM (Sigpol nº 2014004918) e
    seus respectivos anexos;
    3. PRAZO DE CONCLUSÃO: 40 (quarenta) dias. Podendo ser prorrogado por até vinte
    (vinte) dias, desde que o pedido seja motivado e feito tempestivamente
    Belém (PA), de 28 de Janeiro de 2014.
    JOSÉ VICENTE BRAGA DA SILVA – CEL QOPM
    RG 16239 – CORREGEDOR GERAL DA PMPA
    1.2

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  15. Caro Maj. li agora esta enquete e observo que vc errou em confiar nesta praça. Com todo velado mais existente prestigio que tens por contemporâneos, rapidamente providenciariamos as informações que necessitasses. Infelizmente, a infidelidade nas locações operacionais é visível e praticada por muitos superiores e subordinados porém, todo ato merece ser compatível com a discreção devida. Creio na punição, porém, aplicável de forma educacional e regular aos dois. Acredito que este sgt, conserteza, não foi o único "namorido". Por ocasião de mosqueiro, " lembras?" estavas tão envolvido que preferi não conversar com vc sobre informações que chegaram até a mim a despeito da então protegida. Afinal, o sucesso que desejamos, queremos também a amigos; é sempre bom acreditar que informações obtidas possam ser passíveis de erros ou mudanças. Pena agora saber, que neste caso, nada mudou.

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