sábado, 22 de fevereiro de 2014

As três saídas para a violência no Pará (Ou: “Pará é o terceiro Estado mais violento da Federação”)

Segundo dados oficiais apresentados pelo Ministério Público Federal na audiência pública realizada ontem, 21, o Pará é o terceiro Estado mais violento da federação. Antes que ele assuma a dianteira absoluta nessa área resolvi quebrar o silêncio e apresentar, em primeira mão, a pedra de toque para, de uma vez por todas, acabar com essa praga que assola o nosso querido Estado.
Como efetivar políticas públicas neste Estado é responsabilidade de quem não tem responsabilidade nem interesse para tal, não proporei nada nessa seara. Seria perda de tempo. Tratarei da questão nos campos psicológico e lógico, que são os únicos que podem produzir algum resultado neste “fim de mundo”. Mas nunca nos esqueçamos que violência dá dinheiro, voto e justifica as mais estrambóticas medidas administrativas. Em outras palavras, é um bom negócio.
É sempre bom lembrar que ao partirmos de premissas psicológicas, a solução passa a depender mais do sujeito individual que de qualquer ação concreta no campo da segurança pública.
A primeira saída é adequada aos tementes a Deus. Deve o indivíduo se dirigir a uma congregação religiosa – de preferência no campo da teologia da prosperidade – e rogar a Deus para lhe assegurar um bom lugar no céu. Saindo deste mundo essas pessoas também saem do Pará, logo não terão motivo para se preocuparem com a insegurança que, a rigor, atinge somente o corpo, bem de pouco valor para os crentes;
A segunda saída é para aqueles que amam mais que refletem, como os que votaram contra a BBB/14 que acertadamente disse que ninguém em sã consciência moraria no Pará. Para esses anencéfalos basta continuar acreditando no “discurso da normalidade” das autoridades públicas, com o qual contestam a triste realidade paraense, atribuindo-a a uma conspiração dos que não amam o Estado. Como essas pessoas vivem num outro Pará, ilusório, que mais se assemelha a Suécia ou a Terra Prometida, não há razão pra crerem que vivemos numa verdadeira “guerra civil”. A ignorância os tira da realidade. Assim, basta nada fazerem para sair dessa letargia intelectual que o problema estará plenamente resolvido.
A terceira saída se destina aos que não perderam o juízo e possuem algum recurso financeiro. Estes devem urgente e literalmente sair do Pará. Devem procurar algum local em solo nacional ou fora dele (de preferência fora), bem distante do Pará. Podem sair pelo aeroporto “internacional”, “Terminal” Rodoviário, pelo Rio Guamá ou até a pé, desde que saiam e possam gozar de uma vida digna num local civilizado.     

3 comentários:

  1. Mesmo que ironicamente na terceira opçao voce apresenta sem querer o problema do nosso Estado: AS PORTAS DE ENTRADA PARA AS DROGAS. Temos um Estado onde o acesso geograficamente e mais facil, porém não justifica o porque do Estado não apresenta invertimentos na PREVENÇAO DO COMBATE AS DROGAS.

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  2. Tenho outra visão da violência desenfreada que assola nosso país deixando nossa sociedade com o síndrome do pânico.Faz -se uma estatística da era ditadura, pra era da democracia.Vcs vão ver que carroça sem controle na rédea,deixa o cavalo sem direção.ex: caso do estatuto do adolescentes.Deram poder pra quem não tem controle nos seus direitos devidos serem irresponsáveis.SOCORRO DITADURA, NOS SOCORRE !!

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  3. Quem vive de passado é museu!!! A populacao cresceu e estamos vivendo o hj!!! Ditadura foi uma praga,e um desrespeito com a familia das vitimas dessa praga chamada DITADURA.

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