segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A “liberdade” de imprensa no Brasil. Um alerta ao povo brasileiro

O Brasil aparece na posição 99 no ranking da liberdade de imprensa elaborado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras. Foram avaliadas as condições de trabalho de jornalistas em 179 países no ano passado. O Brasil caiu 41 posições em relação ao relatório de 2010. Segundo a entidade, o motivo foi o alto índice de violência contra jornalistas, em especial nas regiões norte e nordeste. Nos primeiros lugares estão a Finlândia, Noruega e Estônia.
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Fonte: Jornal Pessoal.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Senhora é executada, à luz do dia, na presença da família na área metropolitana de Belém (Ou:”Pará, um Estado em estado de barbárie”).

Quando afirmo que o Pará é um estado bárbaro, não me refiro exclusivamente aos atos e fatos incivis que cotidiana e sobejamente ocorrem em solo paraense, mas, sobretudo, aos pensamentos e sentimentos que subjazem a esses acontecimentos. Mas que pensamentos e sentimentos são esses? De certa forma, os mesmos que nos faz um povo inclinado à corrupção.

Vou explicar melhor. Refiro-me a crença que um determinado indivíduo ou grupo possui na inexistência de uma ordem ou força superior, capaz de limitar-lhe a conduta, segundo parâmetros racionais. Em outras palavras, é a supremacia do individual sobre o coletivo. Quando alguém não acredita que deve respeitar algo que está além de si próprio, tende a escutar apenas os seus mais recônditos desejos.

Recorro à Psicologia de botequim para tentar entender porque determinadas práticas são tão comuns no Estado do Pará. Poderia considerar o isolamento das pessoas que habitam os longínquos e abandonados interiores paraenses como possível causa de comportamentos pouco civilizados, mas quando ações semelhantes ocorrerem, insistentemente, à luz do dia e em plena Capital ou adjacências, o critério geográfico torna-se inepto para a compreensão desse fenômeno.  

Por esse motivo transfiro a análise para o imaginário de uma sociedade que não acredita na eficiência dos órgãos estatais e na possibilidade de punição quando transgride norma pública. Noutra hipótese, somente os “loucos de pedra” se enquadrariam, o que, de certo, não é o caso desta abordagem.

Creio sim que existe um ambiente psicológico favorável para a efetivação de tantas cruéis condutas, mesmo que sejam proibidas pelas regras mínimas de convivência social.

Vejam um exemplo lamentável que ocorreu em Ananindeua, cidade que integra a Região Metropolitana de Belém. Na manhã desta sexta feira, 23/02/13, na WE-70, da Cidade Nova VI, a Senhora CARLA PRISCILA foi retirada de um carro, onde estava em companhia do marido e do filho, e, na presença da família e de quem quisesse assistir, foi executada com arma de fogo. Segundo a matéria publicada no Jornal “Diário do Pará”, o crime teria sido motivado pelo fato de a vítima ter descoberto esquema de fraude na empresa onde trabalha.

Sem mais para o momento, penso com os meus botões: não é possível viver civilizadamente no Estado do Pará. A barbárie, infelizmente, é aqui!   

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O "Portel" dos bandidos



No Pará a ação é uma reação

Morreram centenas de jovens numa casa noturna do sul do país. Dias depois o Corpo de Bombeiros do Estado do Pará interditou várias casas noturnas em Belém. Até igrejas, supermercados e teatros passaram pelo crivo.

A novela “Salve Jorge” da Rede Globo de Televisão aborda a temática do tráfico humano, principalmente de mulheres “escravizadas” para fins sexuais. Imediatamente a Polícia Civil do Estado prendeu suspeitos de aliciamento de jovens em vários municípios do interior do Estado, como se essa prática nas longínquas (e isoladas) regiões paraenses não fosse corriqueira e não ocorresse há décadas.

Agora, num recente partida de futebol da Taça Libertadores das Américas um torcedor boliviano morreu ao ser atingido por um “lança rojão”. Imediatamente as autoridades paraenses estudam a possibilidade de proibir a entrada de fogos de artifícios nos estádios paroaras. Desde que a bola rola nos gramados locais os fogos são utilizados para saudar os clubes e os lances relevantes das partidas, mas, de uma hora para outra, constituem uma grave ameaça aos torcedores papa-chibé.  

Esses e outros fatos mostram como, no Pará, as autoridades não agem movidas por um planejamento capaz de identificar previamente as práticas necessárias para uma vida gregária boa, mas ficam a mercê de fatos que ocorrem em outras praças, veiculados em “tempo real” pelos instrumentos tecnológicos hodiernos. Não agem, mas reagem aos fatos, dependendo sempre da Próxima “notícia de jornal”.   

Os otimistas podem sustentar a tese de que é melhor reagir aos fatos que nada fazer, mas se assim deve ser, qual será o novo acontecimento com repercussão em nível nacional que “motivará” as nossas autoridades a fazer aquilo que lhes é devido por dever de ofício? Ficamos assim sujeitos aos acontecimentos alheios, como se não tivéssemos necessidades próprias.

Assim funciona esta colônia chamada Pará.    
  

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Meu pesar (Walmari Prata Carvalho)

Sempre que uma pessoa deixa nosso convívio, todos indistintamente maximizam ostensivamente apenas suas qualidades. Não importa que o mesmo tenha sido adversário político ou não. Aparentemente todos assim agem, buscando compensar algum deslize para com o falecido, ou quem sabe agregar as preces apenas os bons feitos quando as endereçar ao criador em sufrágio da alma daquele que partiu. Mandam inúmeras coroas de flores; estampam seus feitos nos jornais de circulação; estampam fotos conjuntas na internet (face book e outros), e, ate mesmo vai ao velório derramar lágrimas de crocodilo, e, neste exato momento aparecem na mídia enumerando as qualidades, e, o legado do falecido. Provavelmente este mesmo apoio ao desencarnado, seria por ele em vida muito aproveitado, se tais pessoas assim se manifestassem no cotidiano terreno. Na realidade, este camaleônico sentimento final é externado por muitos, apenas para cumprimento as normas sociais atinentes aos funestos eventos, pois, nesta ocasião não choram realmente, mas, alguns representam como atores no teatro da vida da comedia política.
Reconhecidamente, tudo de bom que foi nominado como obra de Almir Gabriel como governador deste estado foi à exatidão exposto. Não tenho a menor duvida ter sido o mesmo um grande, e, inesquecível estadista, infelizmente, nossa passagem neste plano terreno não são apenas flores, e, inequivocamentejamais agradaremos a todos, e, assim não foi diferente com ele. Eu particularmente sempre em vida manifestei-me perante ele, através dos meios jurídicos legais, e, em casos especiais através da mídia contra posições públicas adotadas quando governador, com as quais não concordava; discordei e recorri da aplicação do redutor constitucional que, ate hoje, eu e inúmeros outros, alguns já falecidos argúem na justiça; manifestei-me midiaticamente contra seu posicionamento de preterir oficiais a promoções em favorecimento de outros seguidores e adoradores de sua cartilha; manifestei-me contra sua articulação política, jurídica, e, investigativa do caso Eldorado do Carajás; manifestei-me midiaticamente com o tratamento deselegante que o mesmo deferia a setores da PM; manifestei-me midiaticamente pela maneira como entregou o coronel Pantoja a execração pública ao não permitir a abrangência legal do fato investigado, e, ao mudar, a toque de caixa, e, a peso político nacional, as normas sobre crime militar. Para não ser hipócrita manifesto-me pela perda do homem, esperando que Deus o receba, e, conforte sua família; manifesto-me lamentando a perda de um grande administrador de nosso estado, mas, não louvo sua passagem como COMANDANTE EM CHEFE de minha Policia Militar. Que descanse em paz.
BELÉM 21 DE FEVEREIRO DE 2013.
WALMARI PRATA CARVALHO

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

As Organizações Rômulo Maiorana (ORM) estão de luto. Morreu o grande aliado ALMIR GABRIEL (Ou: "A promiscuidade entre o público e o privado")

Foi no primeiro governo de Almir Gabriel que a TV Liberal, integrante das ORM, firmou o tenebroso convênio com a FUNTELPA, no qual o Estado do Pará se comprometeu a repassar mensalmente R$ 467 mil à emissora, para que esta utilizasse as 78 repetidoras do Estado e assim poder transmitir a programação da Rede Globo de Televisão para vários municípios paraenses. Nos 10 anos de duração do convênio foram repassados mais de 37 milhões de dinheiro público para os cofres das ORM. Em outras palavras, os Maioranas usaram as antenas da FUNTELPA para fins privados e o Estado ainda teve de pagar por isso. Esse foi o mais absurdo convênio que Administração Pública brasileira firmou com uma pessoa jurídica de direito privado. Tudo para beneficiar Rominho e Cia com dinheiro do Erário.

Esse fato apenas prova que o relacionamento das ORM com o PSDB é de longas datas. Não é sem razão que na primeira capa da edição de hoje, 20/02/13, de “O Liberal”, aparecem os “entristecidos” Jatene e Zenaldo, velando o corpo de Almir. 

É por essas e outras que o luto mais sincero com a morte do bondoso político foi o dos donos das ORM. Os outros não passam de hipócritas oportunistas.  

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Belém: 100 assassinatos nos 45 dias de 2013 (Ou: "Nossa Senhora de Nazará, rogai por nós!")





Um levantamento feito pelo DIÁRIO DO PARÁ, entre os dias 2 de janeiro e 15 de fevereiro de 2013, revelou números assustadores. Nesses 45 primeiros dias do ano, foram assassinadas, somente na região metropolitana de Belém, nada menos que 100 pessoas. A média é superior a dois homicídios a cada 24 horas.

Os assassinos não fizeram distinção entre homens, mulheres ou adolescentes, a matança foi na base de tiros, facadas, pauladas, pedradas e até incineração de vítima e os crimes teriam sido motivados por “acertos de contas”, vingança, desavenças, latrocínios (roubo seguido de morte) e outras ocorrências, de acordo com os policiais e testemunhas entrevistadas.

Os números foram extraídos de reportagens publicadas no caderno Polícia, que traz o relato, feito pelos repórteres, e imagens registradas pela equipe de repórteres-fotográficos deste jornal.

Dos casos mais emblemáticos, quatro mereceram maior repercussão, nas páginas do Polícia: dias 11 de janeiro, quando mãe e filho foram mortos em Icoaraci; dia 24 do mesmo mês, quando também mãe e filho foram executados, agora em Benevides; e nos dias 11 e 12 de fevereiro, no Marco e em Marituba, respectivamente, quando jovens foram eliminados a tiros, enquanto “brincavam” em blocos de carnaval.

O QUE DIZ A SEGUP?

O DIÁRIO buscou explicações para tanta violência no órgão competente: a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social - Segup. O titular, Luiz Fernandes, ao ser questionado, informou que desconhecia os números: “Nós ainda não tínhamos conhecimentos desses dados, mas não achamos que essa quantidade de casos seja aceitável. Porque, na realidade, nós queremos zerar a violência e, para isso, precisamos combatê-la severamente”, informou o secretário.

E qual seria a solução para, ao menos, reduzir o número de ocorrências? Fernandes foi taxativo: é preciso combater diretamente o tráfico de drogas e o combate já está, segundo o titular da Segup, sendo efetuado pela Divisão de Homicídios (DH) e pela Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE).

“O nosso foco principal é a redução e o combate. A maioria das prisões registradas nas delegacias do Estado estão interligadas diretamente ao consumo abusivo de drogas. Com essas prisões estamos, pouco a pouco, combatendo a criminalidade”, acrescentou Luiz Fernandes.

(Diário do Pará)

Hilárias passagens da caserna III (Walmari Prata Carvalho)

Na época em que fui incluído como oficial R2 na Policia Militar, como pré requisito para a permanência era exigido um estagio probatório de seis meses. Neste período percorríamos varias unidades operacionais, e, inúmeros setores burocráticos, e, ao final o desempenho era avaliado. Todos os submetidos a este experimental período esmeravam-se ao maximo,pois,tínhamos noção de que realmente eliminava os que não apresentassem a produção necessária para a permanência.Neste mesmo estagio um oficial foi desligado no meio do mesmo,confirmando o que já ocorrera no passado.Imaginem então o estado de espírito de todos os demais que ali continuavam,quando víamos um velho coronel a quilômetros já começávamos a nos perfilarmos.

Prosseguindo o estagio chegamos ao período da Cavalaria. O comandante do esquadrão era o então capitão Castro, neste ínterim, ainda não sabia nada de sua pessoa, apenas tínhamos observado como se comportava no manuseio com o cavalo, diga-se de passagem, ainda não encontrei no meio um oficial ou praça com suas qualificações no manuseio eqüino, um verdadeiro malabarista, tudo que possamos imaginar ele fazia com o cavalo.

Inicialmente nos proferiu uma palestra sobre equitação, e, a qualidade necessária a um cavaleiro ao final disse, ’’Agora formem fila, e, entrem na enfermaria do esquadrão para tomarem uma vacina; ela servira para dar coragem e criar anticorpos ao contato com animal, e, o meio’’. Preocupados fomos entrando um a um na enfermaria,quando saiam vinham com um disfarçado sorriso no rosto,mas, não diziam nada do que ocorria lá dentro. Quando adentrei, o capitão foi logo me dizendo, aqui é lugar de macho engole logo essa caipirinha, e, vai ao picadeiro; ato continuado um velho sargento enfermeiro me estica um copo com cachaça, eu retruco dizendo ‘’Mas não era caipirinha’’, eu nunca tomei cachaça pura, e, o capitão me diz era não, ainda é trata de engolir a cachaça, chupa este limão, e, no picadeiro o chacoalhar da tua bunda na sela vai transformar tudo em caipirinha, e, caiu na risada com o velho enfermeiro. Depois de ter engolido a vacina a contra gosto acabei embalado pelo riso, e, tomei o rumo do picadeiro, onde pude perceber que, o chacoalhar realmente me transformara numa coqueteleira viva, pois, comecei a sentir o calor do efeito da mistura, e, mais entusiasta fiquei na sela do cavalo cavalgando com mais desenvoltura, e, gargalhando internamento da surpresa da ‘’vacina’’.

Depois passei a conhecer melhor o capitão, e, justamente com o mesmo tenho outro caso, que contarei mais adiante. Aguardem o caso do cavalo empacado, ate lá, quem souber que conte outro, desde que seja caso, não causo.

Belém, 13 de fevereiro de 2013.

WALMARI PRATA CARVALHO
walmariprata@hotmail.com

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Como economizar gasolina em Belém (Ou: "Esse rio é minha rua ...")

"Não tenho nem onde cagar", diz cidadã paraense após chuva em Belém (Ou: "Avisa a prefeitura de Belém: hoje é o último dia para pagar o IPTÁGUA com desconto")


A Imperatriz Leopoldinese e o verdadeiro Pará (Ou: “Aqui o povo dança de verdade”)



A Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, até tentou, no carnaval carioca deste ano, mas não conseguiu retratar com fidelidade o Pará. “Pintou um quadro” surrealista, sem qualquer correspondência com a situação atual do Estado. Como é normal nessas ocasiões, levou para a avenida monumentos históricos, cobras, jacarés e até a índia “pop star” Thainá para impressionar o público assistente. A coisa foi tão grotesca e paradoxal que, em plena festa pagã, botaram até a Virgem de Nazaré para sambar.

Para contrabalançar o desrespeito com o povo paroara, coube a uma “escola” cabocla a tarefa de desmistificar a imagem do Estado e traduzir em “verso e prosa” o verdadeiro espírito paraense. Refiro-me ao “Bloco Alho” de Marituba (município que integra a área metropolitana do Estado).  Na madrugada de terça feira “gorda”, na Praça Central da Cidade, um folião de nome “PICO”, fantasiado de “Django Livre”, brincava em meio a multidão quando um integrante do bloco adversário “Bandidos Unidos de Marituba” desferiu três balaços na sua cabeça. Foi o último samba de “Pico” neste mundo. Dizem os crentes ortodoxos que ele ingressou no Bloco Divino “A espera de um perdão”, coordenado por São Pedro no além.

No carnaval paraense os vencedores são decididos À BALA. Não tem essa “frescura” de contar votos. Aqui, no máximo, contam-se vítimas. O único entrave é que os integrantes das diversas Ganges, digo blocos, pertencem a Ala dos “Consumidores de abiu” e,  somente sabem cantar o refrão: “VOU TE CONTAR, OS OLHOS JÁ NÃO PODEM VER, COISAS QUE QUE SÓ A DIVISÃO DE HOMICÍOS PODE ENTENDER”.

O certo é que no carnaval paraense de verdade não existe Teatro da Paz, Estação das Docas, Mangal das Garças, etc. Isso é coisa para a elite. Como o carnaval é uma festa popular ele ocorre nas ruas da cidade, mesmo que termine no super lotado PSM ou, como no caso do PICO, no quinto dos infernos, por que aqui O POVO DANÇA DE VERDADE.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Oito broders perigosos foram “eliminados” da Casa de Recuperação III da SUSIPE, no Estado do Pará (Ou: “O Big Besta Brasil, Seção Pará”)

 
Embora a Casa de “Recuperação” III (CRP III), do Sistema Penitenciário do Pará, seja considerada, pelas autoridades, de “segurança máxima”, 8 (oito) detentos de alta periculosidade não resistiram ao PAREDÃO de carnaval e, no dia 10/02/13 (domingo), foram eliminados do jogo. Saíram pela porta da frente e foram recebidos pelos amigos e parentes como manda o ritual do Big Besta Brasil, Seção Pará.

A coisa é tão “pra frente” na Casa que um dos “heróis”, vulgo ISRAELZINHO, no mês passado, de dentro da CRPIII, por celular, comandou um seqüestro no Município de Castanhal/Pa. Aproveitou e pediu, com entrega em domicílio, uma pizza sabor calabreza, uma escova de dentes e duas latas de “Leite Moça”.  

A direção da Casa III, para se esquivar da responsabilidade, declarou desconhecer as causas da eliminação e prometeu punir os agentes e policiais que, segundo prévia avaliação, teriam contribuído para que os oito “emparedados” fossem rejeitados com 99,9% dos votos (não chegou a 100% para não levantar suspeita de fraude).

Essas previsíveis eliminações, segundo um experiente analista do BBB, possuem 2 (duas) prováveis causas: a existência de apenas 5 PMs para vigiar 498 broders; e a admissão de agentes prisionais “a Chico”, isto é, sem concurso público ou qualquer processo seletivo que garanta a impessoalidade na admissão dos mesmos. Hoje, apesar das constantes investidas do Ministério Público do Trabalho, todos são “eternos temporários”.

Mas, como é de praxe, o público assistente aplaude e vibra com as eliminações em pleno domingo de folia, afinal, num país onde o carnaval é patrimônio cultural, o povo é o primeiro a dançar.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Hilárias passagens da caserna II (Walmari Prata Carvalho)

Existem realmente algumas passagens vivenciadas na caserna, que se não fossem trágicas seriam hilárias, pois, desnuda a imponência, a arrogância, a prepotência de atores executores. No primeiro momento os atributos exercitados pelo agente provocam repugnância em quem assiste, e, principalmente naqueles atingidos pela empáfia entoada em eloqüência pelo autor; depois,quando realmente se percebe a fragilidade de quem disse,e, os reais efeitos do que foi dito percebe-se então, que hilárias foram.
 
Determinado dia, um CMT GERAL, por sinal, arrogante, mas sem conhecimento de causa resolveu reunir seus coronéis, entre eles eu, que a época era o CH EMG, e, em alto e bom tom disse’’A comissão de Promoções de Oficiais é soberana, e, o que por ela for decidido será cumprido’’. Percebendo já rumores nos bastidores perguntei-lhe’’E se não a respeitarem’’. Respondeu-me empavonado’’Eu entrego meu comando’’. Fora os burburinhos, e, os sorrisos internos entre dentes, todos se retiraram confiante no dito pelo comandante. Sábado seguinte ao fato um coronel procurou-me em casa, dizendo que o CMT desejava falar comigo. Disse-me ele, que deveria refazer a Ata de Promoções, pois, o governador Almir Gabriel não desejava efetivar aquelas promoções, tendo em vista alguns oficiais serem adeptos de Jader Barbalho, e, que seu procurador jurídico lhe deu o entendimento de que quem pode mais, pode menos, ou seja, quem promove a coronel, deve promover também a tenente coronel. Mostrei ao comandante, que a lei não dizia isso, que ele deveria argumentar ao governador, retrucou dizendo ser ordem. Disse-lhe que não a cumpriria, e, que daria conhecimento das decisões da CPO aos oficiais que seriam prejudicados pelo entendimento equivocado do governador; alias entendimento político. Fizeram como quiseram, e, os prejudicado nem mesmo coragem tiveram de buscar seus direitos na justiça. O hilário desta historia foi quando perguntei ao CMT GERAL, ’’E agora entregue o seu comando’’, ele pigarreou, e, entre dentes disse ‘’Eu não entrego nada; porque tu não entregas a tua chefia de estado maior’’, de bate pronto lhe respondi, ’’Não entrego, porque não prometi na frente de meus oficiais coronéis, mas, quem me nomeou foi o senhor exonere-me então’’. O cagão me engoliu o resto de seu comando sem coragem para me exonerar. Hoje fico a imaginar o peso de carregar a querência extremada por uma cadeira, onde os valores maiores do ser humano mesmo exposto explicitamente têm de ser anulado, e, os fracos de caráter conseguem fazê-lo somente para continuarem comandante. Então, somente me percorre o riso, pois, hoje considero hilária a condição imposta ao bobo da corte que, se julgava comandante geral. Mais hilário ainda é saber que, alguns seguidores adoradores de cadeiras, mesmo que, bobos da corte sejam fazem carreira seguindo o velho guia. Pode ate ser humor negro, mas, hilário não deixa de ser,principalmente depois do decorrer do tempo. Quem souber conte outro,mas,que seja caso,não causo.

Belém, 05 de fevereiro de 2013.
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WALMARI PRATA CARVALHO

As Organizações Rômulo Maiorana (ORM) e o uso extorsivo dos instrumentos midiáticos. (Ou: “A ignorância é a causa de todos os males”)





A matéria de capa do jornal “O Liberal” de domingo, 10, intitulada “MP INVESTIGA COMPRA DE TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DE SHOPPING” ratifica o raciocínio apresentado na matéria publicada no jornal “Diário do Pará”, no dia 08 deste mês, na qual consta que as ORM estão investindo contra a Construtora FREIRE MELLO – empresa que vendeu um terreno para a construção de um shopping Center em Belém –, em razão da esposa do proprietário, Cláudia Mello, ser a inspetora da Receita Federal responsável pelo processo aberto contra a empresa ORM Air, em agosto de 2012, após a retenção de um jatinho “alugado” com suspeita de irregularidades.  

As investidas das ORM começaram com pequenas publicações contra a Freire Mello nos dias 6 e 7 de fevereiro, na Coluna denominada “Repórter 70”. Atacaram dizendo que a empresa foi responsável pela devastação de expressiva área verde localizada no Bairro de Val-de-Cans, em Belém, para a construção de dois condomínios residenciais – Cristal Ville e Água Cristal -; bem como pela venda de uma parte dessa área para a construção de um Shopping Center. Empreendimentos que teriam resultado num significativo lucro, porém com prejuízo para o meio ambiente.

O que salta aos olhos nesse imbróglio não é a verdade dos fatos, mas os meios utilizados pelas ORM para atingir os seus objetivos. Fato semelhante ocorreu quando a Vale do Rio Doce, anos atrás, retirou a publicidade das páginas dos jornais dos Maioranas. Sofreu uma perseguição fragorosa, com publicações atentatórias a sua imagem. A Vale voltou atrás e se curvou ao poder das ORM.

Outro indicativo deste triste episódio e o fato de ser característico de sociedades onde ainda impera práticas coronelistas, contrárias ao espírito democrático que se diz existir no Brasil. Numa Democracia os meios de comunicação devem visar o interesse da sociedade, porém, na oligarquia paraense a mídia serve para mobilizar os órgãos de controle e a opinião pública com vistas a interesses privados. É a prova irrefutável do subdesenvolvimento.

Embora o uso extorsivo das informações seja algo universal e intrínseco ao espírito humano, é possível combatê-lo com o ESCLARECIMENTO, mas para isso é preciso educar as pessoas para que não sejam presas fáceis desse tipo sutil de manipulação. Mas a estupidez e ignorância do paraense compõem um ambiente favorável às nefastas práticas das ORM, com vistas unicamente à obtenção de lucro financeiro e poder político.

A existência de rufinos numa sociedade é estimulada pela estultícia de um povo!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Poste cai sobre viatura da PM e dois militares ficam feridos

Uma viatura da PM foi atingida por um poste quando trafegava pela estrada da Yamada, no Bairro do Benguí, em Belém do Pará (foto abaixo).

O Benguí, ou Bengola para os íntimos, é um bairro onde tudo acontece (de ruim). Se meliantes tivessem atacado os policiais, seria um fato normal; se a viatura tivesse caído num buraco, algo compreensivo; se a Guarnição tivesse desaparecido, não espantaria o mais crédulo morador do bairro. Agora, cair um poste sobre uma viatura da PM, em movimento, é algo incomum, mesmo para os padrões daquele fim de mundo.

Mas, felizmente, os policiais sobreviveram e poderão contar a inusitada história protagonizada por um poste que, nos locais civilizados, não se movimenta, mas, no Bengola, é um ser animado.    

Política pública brasileira em uma imagem

A escola pública brasileira em uma imagem



Índice de aprendizado é baixo no Estado do Pará (Ou: “Quem mandou nascer no local errado”)



 
Pelo menos 70% dos alunos da rede pública de ensino não conseguem aprender o adequado nas escolas. Este é um dos resultados preliminares da Prova Brasil 2011, que avaliou o desempenho dos alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. O resultado pode sofrer alterações até a conclusão final de análise dos dados do exame.
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Contudo, já se sabe que 80% dos alunos do 5º ano ainda apresentam dificuldades para ler e interpretar textos. Os índices são mais preocupantes entre os alunos do 9ª ano, pois 86% deles também não sabem ler e interpretar textos adequadamente. No que se referem ao ensino da Matemática, as estatísticas se tornam mais preocupantes, pois 86% dos estudantes que estão no 5º ano não sabem interpretar textos e 95% não sabem resolver problemas matemáticos.
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Os dados revelam as falhas na educação pública também no Pará. Dos 129.758 estudantes do 5º ano da rede pública que fizeram a Prova Brasil 2011, apenas 26.311 (20%) demonstraram habilidade em ler e interpretar textos. Do 9º ano, 82.905 alunos fizeram o exame de Português, mas somente 11.460 (14%) aprenderam o adequado. Em Matemática, a média de estudantes do 5º ano que sabem resolver os problemas e cálculos matemáticos é de 17.424 (14%) e do 9º ano apenas 4.249 (5%) tiveram um bom desempenho. Com isso o Pará ficou bem abaixo da média nacional no aprendizado das duas disciplinas.
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No Brasil, onde existem cerca de 2,5 milhões de alunos matriculados no 5º ano do Ensino Fundamental, 37% deles conseguem interpretar adequadamente textos. Em Matemática, 33% consegue resolver problemas. Do universo de 2,4 milhões de alunos do 9º ano, 22% deles mostraram competência de leitura e 12% aprenderam o adequado em Matemática.
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(Diário do Pará)

Até assédio moral no IFPA está sendo apurado pelo MPF (Ou: "O MPI - MInistério Pùblico do IFPA")

PORTARIA No- 33, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2013

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República ao final assinado, no uso de suas atribuições legais, com base no art. 129 da Constituição Federal, no art. 7º, inciso I, da Lei Complementar n.º 75/93, de 20.5.1993 e na Resolução nº 87, de 3.8.2006, do Conselho Superior do Ministério Público Federal, e:

a) Considerando sua função institucional de zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição da República, provendo as medidas necessárias à sua garantia, nos termos do art. 129, II, da Constituição Federal de 1988;

b) Considerando os fatos constantes do Procedimento Administrativo nº 1.23.000.001801/2012-84 instaurado com o objetivo de averiguar a possível assédio moral sofrido dentro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA.

c) Considerando a necessidade de prosseguimento de diligências apuratórias;
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Resolve instaurar INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, tendo como objeto os fatos constantes do referido procedimento administrativo, pelo que:

Determino:

1 - Autue-se a portaria de instauração do inquérito civil, juntamente com o procedimento referenciado, vinculado à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC);

2 - Dê-se conhecimento da instauração deste ICP à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (art. 6º da Resolução n.º 87, de 2006, do CSMPF), mediante remessa de cópia desta portaria, sem prejuízo da publicidade deste ato, com a publicação, no Diário Oficial, conforme disposto no art. 16º da Resolução nº 87, de 2006, do CSMPF;

3 - Por fim, retornem-se conclusos os autos para análise pormenor do caso e determinação de diligências.

ALAN ROGÉRIO MANSUR SILVA

Pagamentos de estágiários no IFPA estão sob investigação do MPF

PORTARIA No- 32, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2013

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República ao final assinado, no uso de suas atribuições legais, com base no art. 129 da Constituição Federal, no art. 7º, inciso I, da Lei Complementar n.º 75/93, de 20.5.1993 e na Resolução nº 87, de 3.8.2006, do Conselho Superior do Ministério Público Federal, e:

a) Considerando sua função institucional de zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição da República, provendo as medidas necessárias à sua garantia, nos termos do art. 129, II, da Constituição Federal de 1988;

b) Considerando os fatos constantes do Procedimento Administrativo nº 1.23.000.001802/2012-29 instaurado com o objetivo de averiguar a possível irregularidade quanto ao pagamento dos estagiários do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA.

c) Considerando a necessidade de prosseguimento de diligências apuratórias;
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Resolve instaurar INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, tendo como objeto os fatos constantes do referido procedimento administrativo, pelo que:

Determino:

1 - Autue-se a portaria de instauração do inquérito civil, juntamente com o procedimento referenciado, vinculado à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal;

2 - Dê-se conhecimento da instauração deste ICP à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (art. 6º da Resolução n.º 87, de 2006, do CSMPF), mediante remessa de cópia desta portaria, sem prejuízo da publicidade deste ato, com a publicação, no Diário Oficial, conforme disposto no art. 16º da Resolução nº 87, de 2006, do CSMPF;

3 - Por fim, retornem-se conclusos os autos para análise pormenor do caso e determinação de diligências.

ALAN ROGÉRIO MANSUR SILVA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MPF instaura Inquériro Civil Público para apurar fatos ocorridos no Campus Marabá do IFPA

PORTARIA N 6, DE 29 DE JANEIRO DE 2013

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela Procuradora da República signatária, no exercício das atribuições constitucionais conferidas pelo art. 129 da Constituição da República, e:

a) considerando o rol de atribuições elencadas nos arts. 127 e 129 da Constituição Federal;
b) considerando a incumbência prevista no art. 6o, VII, b, e art. 7o, inciso I, da mesma Lei
Complementar;
c) considerando que o objeto do presente procedimento se insere no rol de atribuições do
Ministério Público Federal;
d) considerando o disposto na Resolução no 23, de 17 de setembro de 2007, do Conselho
Nacional do Ministério Público;
e) considerando os elementos constantes no presente procedimento administrativo;

Converte o procedimento administrativo autuado sob o no 1.23.001.000111/2012-06 em Inquérito Civil Público, tendo por objeto, em atendimento ao contido no art. 4o, da Resolução CNMP no 23/2007, apurar os fatos noticiados na representação subscritas por docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA (Campus Marabá) no que concerne a supostas irregularidades cometidas pela gestão do órgão. Ordena, ainda, que seja comunicada à 5a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal a respeito do presente ato, para conhecimento e publicação, nos termos dos arts. 4o, VI, e 7o, §2o, Ie II, da Resolução CNMP no 23/2007.

Manda, por fim, que sejam realizados os registros de estilo junto ao sistema de cadastramento informático.

LUANA VARGAS MACEDO

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Policiais Civis do Pará estão em desvio de função (Ou: “Os fora da lei”)




O Presidente do Sindicado dos Policiais Civis do Estado Pará – SINDIPOL, Rubens Teixeira, poderá ingressar na Justiça para impedir que os policiais civis continuem participando dos PATRULHÕES, que são ações preventivas que, conforme a Constituição, competem à PM e não a PC, que é Polícia Judiciária.

O Secretário de Segurança Pública do Estado e o Delegado Geral da PC sabem que o Presidente da SINDIPOL tem razão, mas, como é de praxe, os integrantes do Governo JATENE ignoram os ditames legais e submetem os policiais civis a uma dupla e ilegal jornada de trabalho.

No Pará, até os policiais são “foras da lei”.     

Governo Jatene e ORM são investigados pelo Ministério Público do Estado por suspeita de fraude em contrato de transporte aéreo assinado pelo coronel PM Fernando Noura, Chefe da Casa Militar. (Trecho do texto publicado no Jornal Pessoal – Lúcio F. Pinto)


No início do ano passado, o promotor Armando Brasil Teixeira começou a investigar o contrato de um ano, no valor de R$ 2,6 milhões, assinado pelo gabinete militar do governo do Estado com a ORM Air, com vigência até maio deste ano. O objetivo é transportar o governador através do jatinho, fabricados nos Estados Unidos em 2011.Uma das cláusulas impõe ao Estado o pagamento da cota mensal de 100 horas de voo, mesmo se a aeronave não for utilizada.

O promotor decidiu apurar “supostas irregularidades” apontadas no contrato. Brasil foi atrás de uma das fontes essenciais à instauração de um Inquérito Policial Militar, já que a responsabilidade pelo contrato é do coronel PM Fernando Noura: os relatórios de movimentos de pouso e decolagem do jatinho executivo da ORM Air colocado a serviço do gabinete militar do governador a partir de maio de 2012.

O pedido foi feito à Anac no final de novembro. A agência não cedeu os documentos pedidos nem respondeu ao ofício. Essa atitude levou o promotor militar, já com o apoio do seu colega Nelson Medrado, a pedir a busca e apreensão dos documentos ao juiz auditor, que atendeu a solicitação no dia 11 deste mês. No cumprimento do mandado, os promotores apreenderam 52 folhas de papel, que os ajudarão a esclarecer se o contrato é legal ou não.

As premissas negativas se baseiam na contumácia de relações “pouco republicanas”, como costumam dizer os tucanos quando tratam dos mal feitos dos outros, do governo com os grupos de comunicação locais, especialmente o Liberal (ma non toppo).

O máximo de promiscuidade foi atingido entre o primeiro e o segundo mandato do governador Almir Gabriel, que pagou 32 milhões de reais à TV Liberal em cinco anos (valor não atualizado) para que a emissora utilizasse as torres da rede de transmissão da Funtelpa (Fundação de Telecomunicações do Pará) para a exibição da sua própria programação.

A nota publicada no site do MP:

“Promotores de justiça do MP (2), Policiais federais (2) e policiais militares da auditoria militar (2) e Oficial de justiça (1) cumpriram nesta terça (15), mandado de busca e apreensão dos planos de voos do jatinho da empresa ORM realizados de maio de 2012 até a presente data, documentos em poder da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A busca e apreensão, a pedido do MPE foi determinada pelo juiz auditor federal José Roberto Maia Bezerra Júnior.

Diante da inércia da ‘Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que não respondeu a nenhuma das solicitações feitas pelo MP, decidimos requerer prontamente a busca e a apreensão’, explicou o promotor Armando Brasil.

Existe um Inquérito civil em tramitação na esfera da improbidade e na justiça militar diante de possíveis irregularidades no contrato com a empresa responsável pelo jatinho. Precisamos de informações e, diante da omissão da Anac resolvemos requer judicialmente’, explicaram os promotores de justiça Armando Brasil da promotoria de justiça militar e Nelson Pereira Medrado da promotoria de direitos constitucionais, defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa.”

Em nome de Deus – Eliane Cantanhêde (Ou: “Quando acreditar em Deus é sinônimo de ser otário)


A tragédia de Santa Maria ofuscou uma informação importante de domingo passado na Folha: as igrejas arrecadam R$ 21 bi por ano no Brasil, incluindo católicas, evangélicas e centros espíritas.

A revelação foi da repórter Flávia Foreque, com base em dados da Receita Federal obtidos por meio de uma das grandes inovações do país: a Lei de Acesso à Informação.

O valor equivale à metade dos recursos da cidade mais rica de todas, São Paulo, e é maior do que o Orçamento de 15 dos 24 ministérios.

Isso ajuda a explicar a lista da revista "Forbes", dos EUA, com os cinco pastores mais endinheirados do Brasil, entre eles os que têm passaporte diplomático por representarem "interesses do país". Os nomes não surpreendem. Mais uma vez, o espanto é diante dos valores.

Encabeçada por Edir Macedo, da Universal do Reino de Deus, com patrimônio líquido de R$ 1,9 bi, a lista inclui: Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus --dissidente da Universal, como o nome já diz; Silas Malafaia, da Assembleia de Deus; Romildo Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus; e Estevam Hernandes e sua mulher, da Renascer em Cristo, os mais pobrezinhos ("só" R$ 130 milhões).

Fica a pergunta: a arrecadação e o dízimo de algumas das igrejas vão para elas e suas almas, ou para as contas bancárias dos pastores?

Mais do que o complexo emaranhado sociológico e os impulsos psicológicos que levam as pessoas a dar seu suado dinheirinho para coisas --e gente-- assim, o que interessa aqui é o reflexo no futuro.

Há igrejas e igrejas, mas, com dinheiro, TVs, rádios, sites, templos e lábia, as religiões, agora pulverizadas, exercem uma influência social, econômica e política crescente. O céu é o limite. Ou o poder?

Quanto mais o Congresso e os políticos se distanciam da opinião pública, mais elas, as igrejas, e eles, os pastores, aumentam seus rebanhos. E essas ovelhas votam...

 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A tragédia de Santa Maria (RS) e a vitória do Senso Comum. (Ou: “Quando a casa cai – ou queima”)

Publiquei um artigo no “Blog de Filosofia do Wolgrand”, denominado OS INTELECTUAIS, COMO OS MÍSTICOS, ADIVINHAM O FUTURO, com o qual sustentei a tese de que o homem culto, intelectualizado, possui a capacidade de prever o futuro. Esse “dom” o torna capaz de fazer planejamentos, se antecipar aos acontecimentos e exercer certo controle sobre a realidade.

Não há mágica nesse processo. É o resultado da leitura de um mundo que se comporta mecanicamente. Qual a vantagem disso? Basicamente, a de não ficar sob os desígnios da “deusa Fortuna”, isto é, do acaso. Não há surpresas neste mundo quando o lemos com os olhos do intelecto.

Mas o que ocorreu em Santa Maria – e está ocorrendo em todo país – prova que o brasileiro não consegue ultrapassar os frágeis limites do Senso Comum. Nossa leitura está circunscrita ao AQUI AGORA. No máximo, delegamos a previsão dos acontecimentos às autoridades legalmente constituídas, como se elas fizessem bom uso da reta razão e conseguissem se antecipar aos fatos.

Agora, depois do incêndio que vitimou mais de duzentos jovens no sul do país, o povo brasileiro, sem exceção, cobra providências que nunca foram realizadas, como se o princípio da combustão ainda não tivesse sido descoberto. Do outro lado, as autoridades, fazendo a "mea culpa", em tempo record, vistoriaram casas de espetáculos em todo território nacional, do Oiapoque ao Chuí, e  interditaram centenas de estabelecimentos, sob o extemporâneo argumento de não estarem em consonância com as normas legais. Se o acidente em Santa Maria não tivesse ocorrido, essas ações preventivas não teriam sido adotadas.

O “Modus operandi” do povo brasileiro denuncia que neste país ninguém consegue ver  além do que está diante do nariz. E como somente a Mãe Diná, Irmã Jurema e o pai Osmar possuem a faculdade de adivinhar o futuro, todos se limitam à visão empírica do mundo e somente agem quando a casa cai (ou queima).               

Governo do Estado inaugurou ontem, 01/02/13, um novo e moderno sistema de transporte de mortos e feridos no Pará (Ou: "Ligue 024 e acione os excelentes serviços do SOS Século XXI")



Quando a coisa não funciona temos de “largar o pau”, mas quando o governo “acerta a mão” temos de “dar a mão à palmatória” e elogiá-lo. Desta vez foi “gol de placa”.
 
Como o serviço “192 Urgente” anda a “passos de cágado” por estas bandas, no dia de ontem, 01/02/13, o governo do Pará lançou o mais moderno sistema de transporte de mortos e feridos do planeta: o “SOS século XXI”. A novidade é capaz de promover uma economia de combustível fóssil sem precedentes na história da humanidade. Com a alta da gasolina e a constante deterioração da camada de ozônio, a novidade tem tudo para emplacar nos mais longínquos rincões deste país, quiçá do planeta.
 
Veja na foto abaixo como o custo para a sua implantação é quase zero. Basta um pedaço de pau e duas cordas. A “vítima” (em todos os sentidos do termo) ainda se beneficia com um alongamento voluntário da sua coluna vertebral. Irá “cantar em outra freguesia” sem dor nas costas.
 
Segundo a “rádio cipó” já existe o interesse dos EUA e de todos os países europeus na técnica desenvolvida integralmente em solo paraense. Os ianques, por exemplo, pretendem economizar uma boa grana quando precisarem transportar brasileiros, porcos, viados e outras espécies que “comem farelo”.     
 
Depois dizem que não existe inovação científica que preste no Brasil.   


 
 
Área do Pantanal, Bairro do Mangueirão, Belém/Pa