sexta-feira, 31 de maio de 2013

HILÁRIAS PASSAGENS DA CASERNA VII (Walmari Prata Carvalho)

Dando seqüência aos relatos das Hilárias Passagens da Caserna defronto-me com o VII caso a ser contado.
 Reporto-me agora a um fato que envolveu o então aluno AURÉLIO MEIRA, a época aluno de engenharia ou arquitetura da UFPA, e, como eu, aluno do NPOR 1970, hoje, assim como Camilo Delduque conceituado profissional da área de construções.
Diferente da maioria dos alunos, o Aluno Meira era proveniente de conceituada, e, tradicional família da sociedade, como ate hoje é. Poderíamos dizer nos dias de hoje, que a época Meira seria entre todos os alunos, uma espécie de patricinho. Menino criado em berço esplêndido, sem os rotineiros costumes da maioria, de jogar pedra em mangueira, andar descalço, empinar papagaio, aprender a nadar na Praça Batista Campos, ou caçar de baladeira entre outros; era um algodão entre bigornas diversas. Esta condição, apesar do aluno Meira ser de afável tratamento em relacionamento social divergia do padrão mediano conferido, e, adotado pelo corpo de alunos. Mesmo não querendo, Meira contraditava condições de alimentação, de higiene, de acomodações, de verbalização comum no meio militar. Cada um procurava ajudá-lo a aclimatar-se ao meio como podiam, mas, as raízes do aluno dificultavam a assimilação da conflitante condição a si sempre apresentada, e, assim foi durante todo o curso.
No período de estagio de instrução, Meira, e, o aluno CACÁ foram classificados na Cia Comandada pelo então Tenente R/2 BITTAR (salvo engano).Certa ocasião, algo provocado por Cacá foi questionado pelo Tenente Bittar sem que, o provocador fosse identificado, em decorrência disto, o pito transformou-se numa reprimenda geral, originando dai tarefas insalubres para todos; Meira por não se julgar culpado, muito menos merecedor do castigo resolveu não cumprir o determinado. Ao ser questionado pelo tenente respondeu-lhe: ’’Tenente não fiz nada para merecer o castigo, e, este castigo é indigno de ser feito por minha pessoa; não fui criado para isto’’ .
Percebendo que Meira deixava aflorar novamente sua criação de algodão, e, em repugnância reprovava as tarefas já feitas por todas as outras bigornas; o tenente, e, os demais estagiários, entre eles o Cacá, resolveram pregar uma lição ao Meira que propiciasse ao mesmo um desapego as condições sem intempéries como fora criado, para tanto, todos manietaram o Meira, e, o enfiaram de cabeça em um fétido tambor de 200 litros utilizado para armazenar variados tipos de lixo não reciclados, e, de odores desagradáveis. Quando o largaram, Meira completamente lambuzado, e, mal cheiroso lagrimava dizendo, que iria pedir para deixar o curso, ao tomar o rumo da sede do NPOR, onde foi afagado pelo Delduque, que lhe emprestou farda para sair do Quartel depois de um rigoroso banho. Camilo Delduque aproveitando a deixa ensinou ao Meira a ocupar a moita para arriar o barro, muito útil para combatente de selva(mas isso daria outra historia).Todos riram do castigo, e, da lição do Delduque, logicamente que menos o Meira, mas, o tosco castigo, e, a nova lição serviram para melhorar sua conduta no ambiente diferente ao acostumado em seu lar, no fundo deve tê-lo ajudado, pois, passou a ser muito mais aceito por todos, em razão de como passou a enfrentar conjuntamente as etapas insalubres enfrentadas no dia a dia de curso.
Quem souber que conte outro caso.

Belém 30 de abril 2013.

WALMARI PRATA CARVALHO

 

3 comentários:

  1. O Walmari não deveria ser tão indelicado com os seus companheiros que acredito deve ter contribuído muito para sua formação.
    Se houver no próximo caso constrangimento em nome de terceiros, que seja citado apenas o nome do aluno que Walmari, o bobão.

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  2. Ninguem pode usar a palavra ''bobao''? Agora tudo e processo? O aluno era mauricinho e o ''indelicado'' e o walmari? Fala serio...!!

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  3. És completamente idiota,provavelmente imaginas que antes de postar alguma coisa sobre os personagens principais não teria falado com os mesmos.Por outro lado tenho a certeza absoluta que não te deram procuração,pois,mesmo se desejassem te dar não poderiam,pois,te escondes como um covarde anônimo.Quanto a mim sou facilmente localizado, pois, me identifico ao dizer.Caso os mesmos precisassem me dizer algo já o teriam feito.Minguem jamais se julgara constrangido quando o fato ocorreu,mesmo hilário ou contraditado,quem dele participou sendo possuidor de caráter e personalidade não se deixam constranger,como é o caso de todos os nominados;pessoas bem sucedidas que sempre assumiram seus atos sem precisarem de uma criatura descaracterizada como tua pessoa....MUDANDO de assunto costumas rotineiramente te insurgir contra minha pessoa.Todos os roteiros já te dei para me encontrares,e,pessoalmente suprires esta necessidade pessoal de tua antagônica condição,que não sei se é espiritual,ou carnal.Se for espiritual não poderei te ajudar procura um psicólogo ou ate mesmo a Mãe Dina que talvez consiga retirar o encosto do porco sujo disforme que um anônimo se permite como hospedeiro.Se carnal for,sabes onde moro,onde ando,me procura que te darei oportunidade saneares teu agressivo ser,agora cuidado vem preparado.Se nada disso se enquadra no teu caso,acredito que em encarnações passadas foste minha rapariga,e,como ocupas agora aparentemente um corpo masculino deves ser gay,e,raivoso, fato em que nada enobrece tua classe,sai do armário,te apresenta covarde ratazana enrustida.Me enfrenta sem o anonimato,será que não te garantes,ou preferes morrer covarde,sem lapide.

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