quinta-feira, 21 de março de 2013

A ocorrência que se transforma em outra ocorrência (Walmari Prata Carvalho)

Invariavelmente todas as vezes que a sociedade cobra uma atuação mais efetiva do governo em referencia às deficiências da Segurança Pública, inevitavelmente, logicamente em decorrência da falta de um planejamento macro, o estado improvisa, e, conseqüentemente o ônus recai sobre os ombros dos membros das instituições que compõem o Sistema de Segurança Publica do Estado.

Não resta duvida, que para a sociedade, não interessa de onde tiram efetivo, quem executa as tarefas, quem os socorre; a sociedade deseja ser atendida não questionando de onde vem o atendimento.
Ao estado cabe disponibilizar seus serviços embasados em leis, que os definam dentro das especificidades estatuídas para cada setor definidos constitucionalmente. Fugir disso é improvisar é colocar-se ao sabor dos fiscais da lei; dos movimentos de classes; são submeter seus membros as vontades, e, necessidades do momento que, os gestores não tiveram a acuidade de prever.

Não digo que não possam ser feitos, entretanto, para alicerçar efetivamente aludidas atribuições precederia como ato administrativo mudanças significativas no que estatuído esta.
Designar o PM a registrar ocorrências é uma necessidade de décadas, mas, que necessita de embasamento legal.

O estado como sempre, talvez, por costume recorrente improvisa praticando pela enésima vez o explicito desvio de finalidade que se juntara aos inúmeros diariamente vistos as portas dos poderes, nas portas dos colégios, e, espalhados nos cantos mais improváveis de serem percebidos como agentes de segurança atuando dentro das atribuições constitucionais plenamente estabelecidas na carta magna.

Belém. 17 de março de 2013.
WALMARI PRATA CARVALHO.

2 comentários:

  1. Então eu pergunto, quanto ganha um Cabo e quanto ganha um Escrivão? A formação do Cabo é a mesma do Escrivão? O desvio de função é gritante, porém os Órgãos do Estado estão cheios desta vergonha.

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  2. Prof. Walber olha essa, já não bastasse a insegurança que assola nós pobres mortais agora vem com força para cima de quem por obrigação de lei deveria nos dar segurança, no sábado passado por volta de 06h da manhã o ex-comandante do Comando de policiamento da capital Cel Hilton Benigno foi assaltado em plena feira da 25 de setembro, os bandidos levaram cordão, carteira porta cédula e também a sua arma de fogo, por muita sorte os bandidos não o mataram. E a pergunta que fica é "onde vamos parar"?

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