domingo, 17 de fevereiro de 2013

Belém: 100 assassinatos nos 45 dias de 2013 (Ou: "Nossa Senhora de Nazará, rogai por nós!")





Um levantamento feito pelo DIÁRIO DO PARÁ, entre os dias 2 de janeiro e 15 de fevereiro de 2013, revelou números assustadores. Nesses 45 primeiros dias do ano, foram assassinadas, somente na região metropolitana de Belém, nada menos que 100 pessoas. A média é superior a dois homicídios a cada 24 horas.

Os assassinos não fizeram distinção entre homens, mulheres ou adolescentes, a matança foi na base de tiros, facadas, pauladas, pedradas e até incineração de vítima e os crimes teriam sido motivados por “acertos de contas”, vingança, desavenças, latrocínios (roubo seguido de morte) e outras ocorrências, de acordo com os policiais e testemunhas entrevistadas.

Os números foram extraídos de reportagens publicadas no caderno Polícia, que traz o relato, feito pelos repórteres, e imagens registradas pela equipe de repórteres-fotográficos deste jornal.

Dos casos mais emblemáticos, quatro mereceram maior repercussão, nas páginas do Polícia: dias 11 de janeiro, quando mãe e filho foram mortos em Icoaraci; dia 24 do mesmo mês, quando também mãe e filho foram executados, agora em Benevides; e nos dias 11 e 12 de fevereiro, no Marco e em Marituba, respectivamente, quando jovens foram eliminados a tiros, enquanto “brincavam” em blocos de carnaval.

O QUE DIZ A SEGUP?

O DIÁRIO buscou explicações para tanta violência no órgão competente: a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social - Segup. O titular, Luiz Fernandes, ao ser questionado, informou que desconhecia os números: “Nós ainda não tínhamos conhecimentos desses dados, mas não achamos que essa quantidade de casos seja aceitável. Porque, na realidade, nós queremos zerar a violência e, para isso, precisamos combatê-la severamente”, informou o secretário.

E qual seria a solução para, ao menos, reduzir o número de ocorrências? Fernandes foi taxativo: é preciso combater diretamente o tráfico de drogas e o combate já está, segundo o titular da Segup, sendo efetuado pela Divisão de Homicídios (DH) e pela Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE).

“O nosso foco principal é a redução e o combate. A maioria das prisões registradas nas delegacias do Estado estão interligadas diretamente ao consumo abusivo de drogas. Com essas prisões estamos, pouco a pouco, combatendo a criminalidade”, acrescentou Luiz Fernandes.

(Diário do Pará)

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