segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

HILÁRIAS PASSAGENS DA CASERNA (Walmari Prata Carvalho)

Nos idos de 1973 existiam dois PM pertencentes ao antigo Batalhão de Guardas, depois 2ºBPM, ali na Gaspar Viana, hoje, infelizmente desativado. Era o soldado conhecido por Formigão, e, o Cabo Corneteiro, cuja fisionomia lhe emprestava na caserna,assim como ao soldado,o alcunha de Culhão, realmente suas bochechas caídas (talvez pelo exercício da corneta) davam toda a aparência do aludido assessório masculino.
.
Se encontrando a dupla na guarda do quartel em determinado dia; resolveram dar uma voada (como se chamava a época sair sem autorização do serviço) ate o Ver-o-Peso; já no mercado resolveram tomar todas que o dinheiro desse;depois de esgotado o capital eis que propõe o Soldado Formigão’’Cabo,eu tiro um bico de segurança,no final da linha do ônibus Tavares Bastos vamos dar um pulo ate lá que eu pego uma ponta com o fiscal,e,agente continua a festa’’.Acordado rumaram ao destino adentrando num ônibus da linha,onde o corredor estava livre,e,as cadeiras todas ocupadas.Se postaram fardados,e,de pé, bem próximo ao motorista.Quando o ônibus passa pela Almirante Barroso entra um bêbado pela porta de traz,e,começa a tirar o dinheiro da carteira para pagar a passagem ao cobrador.Inadvertidamente neste momento o motorista é obrigado a brecar o ônibus provocando o brusco deslocamento do bêbado,que ultrapassa a borboleta indo se estatelar ao chão do veiculo bem ao lado dói dois policiais.O bêbado não se conteve,e,alterado pelo álcool,e,motivado pela queda começa a proferir inúmeros impropérios destinados ao motoristas.Os policias,mesmo ouvindo tudo,e,mesmo bem colado ao bêbado,nada faziam,inertes,e,mudos ficaram.Nisto uma senhora sentada ao lado do soldado Formigão,o cutuca e diz’’Poxa,duas autoridades fardadas,vendo este senhor dizer tudo quando é de pornografia,dentro deste ônibus cheio de senhoras e crianças,e,nada fazem;tome uma providencia soldado’’;o soldado Formigão lhe responde’’ É minha senhora,a senhora tem razão,mas, onde tem um graduado soldado não fala faça o favor de falar aqui com o meu superior o Cabo Culhão que ele resolve o caso’’.Foi uma gargalhada geral no ônibus,ate o bêbado não conteve o gargalhar.Neste ínterim o Cabo dizia’’soldado me respeita,eu tenho nome’’mas cabo só me lembro do seu apelido;me respeita Formigão rebatia o cabo;ó ta vendo,também estais me apelidando,e,assim foram ate o final da linha,onde continuaram bebendo felizes para sempre, ate o dia seguinte, quando curtiram suas ressacas no xadrez do quartel.
.
Este não é um causo de caserna, pois, verdadeiro é, quem souber que conte outro, mesmo que causo venha a ser.
.
Belém 22 de janeiro de 2013.
.
WALMARI PRATA CARVALHO
walmariprata@hotmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário