domingo, 14 de outubro de 2012

Geraldo de Mendonça Rocha, Procurador de Justiça do Pará, é processado pelo Conselho Nacional do Ministério Público

Conselho Nacional do Ministério Público.

PLENÁRIO

PORTARIAS DE 22 DE AGOSTO DE 2012

O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, por intermédio do Conselheiro abaixo firmado, nos autos do Processo Disciplinar CNMP nº 0.00.000.000384/2012-11, no uso de suas atribuições conferidas pelo art. 130-A, § 2º, III, da Constituição da República, e
 
CONSIDERANDO que o Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público, em sessão realizada em 21/03/2012, no julgamento da Representação por Inércia ou Excesso de Prazo nº 0.00.000.001148/2010-41, determinou a abertura de Processo Disciplinar em face de GERALDO DE MENDONÇA ROCHA (fl.35, item 1, dos presentes autos), Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará;

CONSIDERANDO que os fatos noticiados nestes Autos configuram, em tese, ofensa ao disposto no art. 154, incs. VII e XIII c/c art. 166, inc. I (violação dos deveres funcionais de desempenhar, com zelo, presteza e probidade as suas funções institucionais e de adotar, nos limites de suas atribuições, as providências cabíveis em face de irregularidade de que tenha conhecimento ou que ocorra nos serviços a seu cargo), da Lei Complementar do Estado do Pará nº 57, de 06 de julho de 2006;resolve:

Nº 2 - Designar Dr. Elton Ghersel, Procurador Regional da República da 1ª Região, Dr. Vagner Vartuli, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e Dr. João Heliofar de Jesus Villar, Procurador Regional da República da 4ª Região, para, em Comissão de Processo Disciplinar, apurar os fatos narrados no Anexo desta Portaria, que desta é parte integrante, imputados ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará, Dr. GERALDO DE MENDONÇA ROCHA, processado nos autos da Representação por Inércia ou Excesso de Prazo nº 0.00.000.001148/2010-41.

A Comissão será presidida pelo Exmo. Procurador Regional da República Elton Ghersel, a quem competirá iniciar os trabalhos no prazo de 5 (cinco) dias, contados da ciência desta portaria, ficando assinalado ainda, nos termos do art. 209, da Lei Complementar nº 57/2006, do Estado do Pará, o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a conclusão dos trabalhos.

ANEXO

EXPOSIÇÃO CIRCUNSTANCIADA DOS FATOS IMPUTADOS AO ACUSADO GERALDO DE MENDONÇA ROCHA

Fatos descritos nos autos da RIEP nº 0.00.000.001148/2010-41 (fls.01-35 deste Processo Disciplinar), acolhidos pelo Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público

As irregularidades atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará, GERALDO DE MENDONÇA ROCHA, consubstanciam, em tese, as infrações previstas no art. 154, incs. VII e XIII c/c art. 166, inc. I (violação dos deveres funcionais de desempenhar, com zelo, presteza e probidade as suas funções institucionais e de adotar, nos limites de suas atribuições, as providências cabíveis em face de irregularidade de que tenha conhecimento ou que ocorra nos serviços a seu cargo), da Lei Complementar do Estado do Pará nº 57, de 06 de julho de 2006, e são descritas como segue, conforme relatório e voto proferido pelo Conselheiro Luiz Moreira e acolhido pelo Plenário do CNMP (fls.01-35):

No requerimento tombado sob o número 6387/2005 (item I), após mencionar que a Corregedoria da Polícia Militar do Pará havia sido criada pelo Decreto n.º 5.314, de 12 de junho de 2002, editado pelo então Governador daquele Estado-membro (fls. 578/582 dos autos), o que constituiria uma afronta direta aos ditames da Constituição estadual, solicitou a tomada das "[...] providências cabíveis para a correção da flagrante ilegalidade ou a responsabilização do requerente, se o mesmo estiver equivocado". Em parecer datado de 26 de abril de 2005, a assessoria do então Procurador-Geral de Justiça aduziu que, como a Corregedoria da Polícia Militar era um órgão, sua criação, nos termos do artigo 83, inciso IV, da Constituição Federal e do artigo 105, inciso II, alínea "d", da Constituição estadual, dependia de lei de iniciativa do Chefe do Executivo. O mesmo deveria ocorrer no que tange ao cargo de Corregedor (fls. 358 dos autos). Nesse quadro, apurou-se que a ação específica a ser manejada pelo Procurador-Geral de Justiça seria a Ação Direta de Inconstitucionalidade, de acordo com o previsto no artigo 162, inciso III, da Constituição Estadual. A questão foi submetida ao Colégio de Procuradores de Justiça (fls. 359), onde os autos do procedimento originado pelo Protocolo n.º 6387/2005 foram renumerados, passando a formar o Processo n.º 022/2006-CPJ (fls. 362). De acordo com a certidão encartada às fls. 363 dos presentes autos, o Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Pará, "[...] na Sessão Ordinária de 03/05/2007, após apreciação do processo acima citado, decidiu, por unanimidade, pelo encaminhamento ao atual Procurador-Geral de Justiça para as providências que julgar cabíveis". O Procurador-Geral de Justiça, na ocasião, era o Dr. Geraldo de Mendonça Rocha, que havia sido empossado em 16 de março de 2007 após ser nomeado pelo Governador do Estado, em dezembro de 2006. Este, nas informações que prestou (fls. 323 e seguintes), consignou que, após a "juntada dos expedientes 11349/2005 e 25723/2005", o procedimento originado do Protocolo n.º 6387/2005 havia sido "arquivado em 21/05/2005", o que contraria o teor da documentação acima citada.
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No expediente protocolado sob o número 30137/2005, o Requerente apontou a "existência de indícios de irregularidades no contrato firmado entre a PMPA e a Cooperativa UNIMESTRE, bem como no processamento do concurso público para admissão ao CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS/2001, realizado pela mesma cooperativa" (fls. 97 dos autos), bem como solicitou a instauração do competente inquérito policial militar para apuração dos fatos. De acordo com o teor da certidão encartada às fls. 1493 dos autos, "[...] no dia 21 de novembro de 2011 foi encontrado no armário de expedientes arquivados os originais dos autos do Processo n.º 026/2006, protocolizado sob o n.º 30137/2005, os quais ali encontravam-se equivocadamente arquivados. Referido processo encontrava-se conclusos (sic) ao Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça desde 10 de maio de 2007. Certifico ainda, que tão logo foram encontrados, os mencionados processos foram encaminhados ao Procurador-Geral de Justiça para seu devido prosseguimento.[?]". No dia 29 de novembro de 2011, o feito foi encaminhado ao Coordenador das Promotorias de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativas, "para as providências que entender cabíveis." (fls. 1494 dos autos).

Nos expedientes protocolizados sob os números 14070/2006 e 16961/2006 junto ao Ministério Público do Pará, o Requerente solicitou, respectivamente, a apuração de suposta acumulação ilícita de cargos praticada por policiais e bombeiros militares do Estado do Pará e a criação supostamente irregular da segurança pessoal para exgovernadores, a ser realizada pela Polícia Militar do Estado do Pará. Quanto ao primeiro deles, o próprio Requerente informou que seu arquivamento foi promovido em 10 de outubro de 2006 (fls. 11/12). No que diz respeito a ambos os expedientes supramencionados, o atual Procurador-Geral de Justiça aduziu (fls. 1365 dos autos): [?] Com relação aos Protocolos n.º 14070/2006 e 16961/2006, registramos que foram impossibilitados de serem localizados posto que, nos termos da certidão anexa, "após uma grave descarga elétrica ocorrida no dia 12/05/2007, provocada pela queda de um raio nas proximidades deste Ministério Público, ocorreu a queima de vários equipamentos, inclusive a queima dos discos rígidos que continham informações do Sistema de Informações Protocolares - SIP, fazendo com que suas informações ali guardadas, bem como o backup dessas informações, do período de 17 de março de 2006 a 11 de maio de 2007, do Protocolo de n.º 5999/2006 ao Protocolo n.º 12418/2007, fossem perdidas. Os discos rígidos foram encaminhados a uma empresa especialista em recuperação de discos rígidos na cidade de São Paulo, que mesmo após utilizarem várias técnicas, não obtiveram êxito de[...] vido à gravidade do problema, e, portanto, não temos como obter informações referentes a expedientes protocolados no período supracitado" (sic).

As conclusões do Eminente Conselheiro Relator quanto à possível prática da infração disciplinar prevista na Lei Complementar nº 57/2006 pelo representado Geraldo de Mendonça Rocha estão sintetizadas no excerto transcrito abaixo:

No entanto, como se pôde constatar através da simples leitura do relatório acima, em muitos dos expedientes submetidos ao Parquet paraense para a tomada das providências cabíveis, alguns de seus membros não atuaram diligentemente. Com efeito, configurada está a inércia do então Procurador-Geral de Justiça Geraldo de Mendonça Rocha na apuração e tomada das providências cabíveis com relação à criação de órgão da Polícia Militar do Estado do Pará por meio de Decreto de seu governador (expediente n.º 6387/2005).

O lapso temporal de quase 4 (quatro) anos em que o procedimento instaurado a partir do expediente n.º 30137/2005 ficou extraviado no "armário de expedientes arquivados" do gabinete do Procurador-Geral de Justiça, conclusos ao então Procurador-Geral de Justiça, Dr. Geraldo de Mendonça Rocha, desde a data de 10 de maio de 2007, está a caracterizar excesso injustificado de prazo na condução de sua apuração por parte de aludido membro.

No tocante ao expediente n.º 16691/2006, seu extravio está a evidenciar a inércia do então Procurador-Geral de Justiça, Dr. Geraldo de Mendonça Rocha.

No relatório do Eminente Conselheiro Luiz Moreira há ainda a descrição de dois outros fatos analisados no bojo da RIEP nº 1148/2010-41 do seguinte modo:

No expediente protocolizado sob o número 16688/2006, o Requerente, em virtude de haver o então Procurador-Geral de Justiça, Dr. Francisco Barbosa de Oliveira, se declarado suspeito para analisar suas representações, requereu à chefia de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça que declinasse o nome dos membros designados para tanto, bem como se estes eram ocupantes ou exercentes de cargos ou funções comissionadas "[?] nomeados diretamente pelo Sr. Procurador-Geral de Justiça". Considerava que os membros do Parquet paraense que tivessem essa espécie de vínculo com o chefe da Instituição também deveriam declarar-se suspeitos para analisar e decidir sobre as representações formuladas pelo Requerente. Por meio do ofício n.º 513/2006/MP/PGJ, de 19 de julho de 2006, foram prestadas informações acerca do andamento dos expedientes elencados no bojo da representação 16688/2006 (fls. 1502/1503 dos autos). No entanto, alguns dos requerimentos, como o mencionado no parágrafo anterior, deixaram de ser analisados, sob a justificativa de que "[?] quanto aos demais pedidos de informação somente os membros do Ministério Público, aos quais foram distribuídos os seus expedientes, poderão lhe informar" (fls. 1503, último parágrafo).

Através do expediente n.º 22507/2006, o Requerente solicitou que o Ministério Público do Estado do Pará apurasse a virtual ocorrência de nepotismo (narrada às fls. 1128 dos autos), acumulação ilícita de cargos e desobediência à Constituição do Estado, fatos noticiados por um jornal local, bem como sindicasse a licitude do contrato firmado entre a Chefia daquela unidade do Ministério Público, à época titularizada pelo Dr. Francisco Barbosa de Oliveira, e empresa de turismo de propriedade da então vice-governadora do Estado (que figurava em seu estatuto social como sócia minoritária, conforme reportagem acostada às fls. 1126/1127 dos autos). Solicitou, ademais, o fornecimento de cópia da decisão de arquivamento de seu pedido de destituição do Procurador-Geral de Justiça (expediente n.º 11211/2006). O pleito originou o Processo Extrajudicial n.º 23/2006/MP/CPJ, que foi arquivado na data de 09 de fevereiro de 2007, com base no parecer acostado às fls. 1138/1147 dos autos, sob a justificativa de que "[...] todos os requerimentos formulados pelo peticionante já foram atendidos, razão pela qual sua postulação formal perdeu o objeto". Não há nos autos informações acerca das medidas tomadas nos procedimentos instaurados com o fito de se apurar a acumulação ilícita de cargos, a desobediência à Constituição do Estado e a contratação de empresa de turismo de co-propriedade da então Vice-Governadora do Estado do Pará. Com relação à suposta prática de nepotismo (que teria ocorrido em virtude de um dos membros que assessoravam o Procurador-Geral de Justiça ser irmão do policial militar que, àquela ocasião, chefiava a assessoria militar do Ministério Público, conforme cópia de nota jornalística acostada às fls. 1128 dos autos), mencionou o Dr. Francisco Barbosa de Oliveira, na condição de Chefe do Ministério Público paraense, nas informações que prestou ao Procurador de Justiça que subscreveu o parecer que conduziu ao arquivamento do expediente n.º 22507/2006, que a "[...] situação ainda está sendo esclarecida, [?] em função de algumas singularidades". Também não veio aos autos a informação da decisão tomada, no caso, pelo então Procurador-Geral de Justiça ou por quem o tenha sucedido.
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Os documentos constantes dos autos confirmam, como natural, estes fatos relatados relacionados aos expedientes nº 16688/06 e nº 22507/06, vinculando-os ao exercício das funções de Procurador-Geral de Justiça por Francisco Barbosa de Oliveira. Todavia, verificase na parte dispositiva da decisão proferida nos autos da RIEP nº 1148/2010-41 a ocorrência de erro material, decorrente da incorreta imputação dos mesmos fatos a Geraldo de Mendonça Rocha, em contradição ao que lançado em relatório e ao conteúdo documentado nos autos. Por essa razão, o presente anexo deixa de fazer integrar na exposição circunstanciada dos fatos imputados a Geraldo de Mendonça Rocha as condutas relacionadas aos expedientes nº 16688/06 e nº 22507/06, constituindo seu objeto apenas os fatos pertinentes aos expedientes nº 6387/05, nº 30137/06 e n° 16961/06.

Esta, portanto, a exposição circunstanciada dos fatos imputados ao representado Geraldo de Mendonça Rocha, nos termos da decisão prolatada pelo Plenário deste Conselho Nacional do Ministério Público nos autos da Representação por Inércia ou Excesso de Prazo nº 0.00.000.001148/2010-41.
MARIO LUIZ BONSAGLIA
                                             Ministério Público da União

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

SE FRITAREM QUEIMAM A MÃO (Walmari Prata Carvalho)

A coluna Repórter Diário de hoje do Jornal Diário do Pará, em seu tópico intitulado FRITURA dá conta da insatisfação da oficialidade da PM em decorrência das recentes promoções. Publica a coluna que o governador inclusive já tem no colete o nome do novo comandante geral. Se realmente procede a noticia é de se lamentar, assim como também é de se lamentar que existam preteridos na promoção em questão que agora, e, apenas oficiosamente arguam seus direitos ao eco e ao sabor do murmurinho que acabam midiaticamente públicos. Não devemos esquecer que ao crivo da escolha da CPO passaram, ou deveriam ter passado, e, posteriormente ao CMT GERAL, e, ao Governador que definiu. Ao lado do governador como orientador na área existe um Chefe da casa Militar, logo, se houve erros, ou predileções, não devem culpar unicamente o CMT GERAL. Alguém mais deve reconhecer o erro, por dolo ou culpa.

A bem da verdade, desde Almir Gabriel, tais promoções transformaram-se num balaio de gatos, onde os promovidos quase sempre eram os angorás próximos,ou alinhados ao poder.
Os governantes que se sucederam desde Almir deveriam ter em mente que a ascensão funcional é um direito do servidor qualificado, e, sua inobservância prejudica o comandamento da instituição, e, principalmente a prestação de serviço a sociedade.

Não desejando valorar nenhum governador preciso exemplificar conduta governamental que, mesmo elegendo os desejos do governante como prioridade, não trazia prejuízo a ninguém em seus direitos. Refiro-me ao ex-governador Jader Barbalho, que mesmo tendo seus preferidos no fim de fila elevava-os a condição de promoção, mas, do mesmo modo conduzia todos que em sua frente estavam. Logicamente que não era uma atitude legal, entretanto, menos imoral das atuais (se realmente assim foram, como noticia os jornais), e, nelas o prejuízo não recaia nos ombros de nenhum servidos, mas, os ônus ficavam com o Estado.
Gostaria de ainda ver um governo imparcial nesta efetiva situação deixando de lado o ditado que diz ‘’MATEUS, PRIMEIRO OS MEUS’’.

Belém, 10 de outubro de 2012.
WALMARI PRATA CARVALHO.

walmariprata@hotmail.com

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

INFELIZES VELHOS HÁBITOS (Walmari Prata Carvalho)

Os jornais de hoje publicam parte da justificativa prestada pelo coronel, que teve pela casualidade acidental a morte de um cabo, que realizava reparos em sua residência. Dizer agora que não mandou, não aceitou, não sabia, irremediavelmente jamais prosperara como justificativa; seria o mesmo que acreditar, que Jose Dirceu não gerenciava o mensalão pode ate ser aceito como tese jurídica, e, nesta condição ser acolhida pelo supremo, mas, no crivo da sociedade, jamais o será, e, o vinculo funcional torna crível aludida condição acusatória, absorvendo ainda mais a pratica como possível rotina.

Na realidade esta pratica é histórica, e, não é predicado apenas do coronel em questão é useira e vezeira no Estado, não só na PM.
A maturidade que hoje me permeia condiciona-me a afirmar que, serviços como estes aparentemente mais baratos, e, mais fáceis de locação podem tornar-se muito mais caro por diversos e impublicáveis fatores, além de carregarem em seus imprevisíveis efeitos como estes, as conseqüências muito maiores que uma contratação trabalhista comum; o risco não compensa os benefícios aparentes. Afirmo isto, por ter feito uso de aludido artifício na vida ativa de caserna, e, hoje considero que errei, apesar de nunca haver enfrentado um desfecho semelhante ao do coronel em questão, mesmo assim a relação custo beneficio, não compensou, e,o desgaste interpessoal,e,funcional se maximizaram.Incorri nesta pratica por encontrá-la oficiosamente instituída no seio da força,onde inclusive quem presta o serviço procura,e,quem precisa aceita.Provavelmente esta mesma condição foi encontrada ou procurada pelo coronel do painel.

Precisam perceber que antigos costumes nem sempre prosperam em dinâmicas condutas sociais, e, estes sintomas de mudanças comportamentais foram recentemente detectados quando um oficial foi investigado pelo MP, pelo uso de PMS na pintura de sua casa.
Que sirva o infeliz episodio como alerta aos jovens oficiais, e, quem sabe a outros do estado que praticam o mesmo arcaico costume. Provavelmente assim ocorrendo deixemos de presenciar, carros oficiais levando filhos de coronéis, de deputados, pois é, de muitos, e, todos que fazem sabem o que fazem, o risco de fazer corre quem quer. Os que se submetem a atender, também atendem por que querem. Quando os que podem impedir deixarem de querer, então o MP que mesmo pouco querendo poderá ver prosperar seus argumentos fiscalizadores com a celeridade necessária para a coercitividades inibidora de velhos costumes arraigados em novas e iluminadas cabeças.

Belém 04 de outubro de 2012.
WALMARI PRATA CARVALHO. CEL PM RR

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carta Aberta do Diretor do Pólo Ananindeua

Fui Chefe da Assessoria Jurídica da PMPA em 2001 e por adotar posições claras contra atos que julguei ilegais, praticados por oficiais da PMPA, fui exonerado após três meses e meio de exercício do cargo.
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Em 2007, como Diretor de Controle Interno da SUSIPE, novamente fui exonerado, com apenas um ano e dois meses no exercício do cargo, por ter comunicado ao MP atos que julguei ilegais praticados pelo então Comandante Geral da PM, imediatamente após a nomeação do Secretário de Segurança GERALDO ARAÚJO.
Em 2008 fui convidado pelo então Reitor do IFPA para exercer o cargo de Diretor Geral do Campus Bragança, porém, após denunciar o referido professor por práticas que julguei ilegais, além de não ter sido nomeado para o aludido cargo em comissão, fui DEMITIDO após a realização de um absurdo Processo Administrativo Disciplinar, que, tempos depois, a Justiça Federal corretamente se dignou em anular.
Hoje fui nomeado para ocupar o cargo de DIRETOR DO PÓLO ANANINDEUA e aceitei o cargo por acreditar que posso me conduzir corretamente no seu exercício e, sobretudo, agir com a independência (e liberdade) que tem caracterizado a minha existência neste mundo.
Nunca disse – e jamais diria – que sou melhor que qualquer agente público, mas posso asseverar que os atos que pratiquei até hoje, como militar e servidor civil, jamais foram justificados pela conveniência de um cargo comissionado ou promoção.
Por essas razões, e convicto da minha nova missão, digo a todos os cidadãos deste país que, apesar das dificuldades inerentes aos cargos de gestão – principalmente no IFPA -, afirmo que, pelo menos, uma coisa farei como Diretor do Pólo Ananindeua:   
- Tornarei público, por meio da internet, todos os atos de minha gestão. Utilizarei e-mail, um GRUPO no facebook denominado “IFPA – ANANINDEUA”, um blog, etc., para relatar o que é possível ou não fazer para atingir a finalidade da existência da referida Unidade Iefepeana.
Ninguém precisará usar os poderes da LEI DE ACESSO A INFORMAÇÃO, pois me anteciparei divulgando os atos e fatos de interesse público aos destinatários do serviço que presto: a sociedade. Divulgarei desde as aulas não ministradas pelos professores até o número de banheiros interditados por falta de verba para consertar os vasos sanitários.
Como o meu cargo é comissionado, caberá a gestão superior do IFPA exonerar-me, caso entenda que a sociedade não deve saber o que é feito em seu nome e com o seu rico dinheirinho. É lógico que os dados de natureza sigilosa serão preservados.   
Mas, se trabalharei bem ou mal somente o tempo dirá. Espero que vocês sejam os meus críticos como sempre fui – e serei – de todos os gestores deste Estado, especialmente da PMPA e IFPA, afinal, como vocês, não entrei no serviço público para agradar quem quer que seja, mas para fazer o que a boa lógica prescreve.
Não sei por quanto tempo, mas farei aquilo que sempre quis que os gestores públicos fizessem: TRANSPARÊNCIA TOTAL.
Um abraço a todos!  

Professor Walber Wolgrand é o novo Diretor do Pólo Ananindeua do IFPA

O REITOR "PRO TEMPORE" DO INSTITUTO FEDERALDE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ, nomeado através da Portaria nº 874/2012/MEC, publicada no D.O.U. de 05.07.2012, no uso de suas atribuições legais e considerando o que consta no Processo Administrativo nº 23051.011807/2012-10, resolve:
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Nº 946 - Art. 1º DESIGNAR o servidor WALBER WOLGRAND MENEZES MARQUES, matrícula SIAPE nº 1215832, ocupante do cargo
de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, para a função de Diretor do Polo Ananindeua deste Instituto, Código CD-04.

Art. 2º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

ÉLIO DE ALMEIDA CORDEIRO

A SEGURANÇA É DO PIONEIRO, MAS, NÃO É PIONEIRA (Walmari Prata Carvalho)

Matéria editada no Jornal Diário do Para, noticia o abuso de poder de um capitão da PM usando como titulo“SEGURANÇA DE PIONEIRO”.

A segurança pode ate ser de Pioneiro, mas, pioneira não é este tipo de segurança. Dentro da rotina eletiva, realmente se avoluma em especifica época, e, neste especial momento as mariposas vestidas da farda do Estado, serelepes se postam a frente da luz ou da provável luz, para serem chamadas a exercitarem especifico desvio de finalidade, e, no afã de demonstrarem trabalho extrapolam da razoabilidade. Esquecem realmente de suas atribuições constitucionais, e, estatutárias transformando-se em segurança privada unicamente com foco nos inimagináveis benefícios a ser propiciado pelo candidato, que nem sempre a eles chegam; que o diga um coronel que esdruxulamente foi fotografado pendurado na boleia de um pick-up, que conduzia o atual governador quando candidato.
A segurança do Pioneiro é rotina, que baila ao sabor das cores do momento. Especifico exercício ilegal da funcionalidade encontra-se em qualquer esquina ou poder, ate mesmo no quarto poder. Alguns reclamam, mas já degustaram do mimo, na realidade o difícil é saber quem desta água ainda não bebeu. Não é sem propósito que alguns militares possuem rótulos que os nominam como pertencentes ao Grupo do Jatene, Grupo do Almir, Grupo do Jader, Grupo da Ana Julia; alguns conseguem serem mariposas camaleônicas, querem a luz a qualquer preço, e, para tanto se camuflam de acordo com a luz do momento, e, no poder se perpetuam a despeito da lei de movimentação, e, da própria constituição.

Esta condição politiqueira é que transforma a instituição numa torre de babel de vários senhores, apesar de mostrar-se para a sociedade como diz um velho ditado: -” por dentro pão bolorento por fora bela viola”.Precisamos que apareça um governador que realmente perceba esta condição desgastante que sofre a instituição,e,cumpra,e,faça cumprir o que diz nossas leis,e,comece transferindo para reserva as mariposa camaleônicas, que por lá ainda sejam encontradas,e,seus seguidores,pois somente assim desestimulara os vaga-lumes de ocasião,que se proliferam nesta especifica época.Caso em contrario,só nos resta o MP Militar.
Belém, 01 de outubro de 2012.

WALMARI PRATA CARVALHO.