segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carta Aberta do Diretor do Pólo Ananindeua

Fui Chefe da Assessoria Jurídica da PMPA em 2001 e por adotar posições claras contra atos que julguei ilegais, praticados por oficiais da PMPA, fui exonerado após três meses e meio de exercício do cargo.
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Em 2007, como Diretor de Controle Interno da SUSIPE, novamente fui exonerado, com apenas um ano e dois meses no exercício do cargo, por ter comunicado ao MP atos que julguei ilegais praticados pelo então Comandante Geral da PM, imediatamente após a nomeação do Secretário de Segurança GERALDO ARAÚJO.
Em 2008 fui convidado pelo então Reitor do IFPA para exercer o cargo de Diretor Geral do Campus Bragança, porém, após denunciar o referido professor por práticas que julguei ilegais, além de não ter sido nomeado para o aludido cargo em comissão, fui DEMITIDO após a realização de um absurdo Processo Administrativo Disciplinar, que, tempos depois, a Justiça Federal corretamente se dignou em anular.
Hoje fui nomeado para ocupar o cargo de DIRETOR DO PÓLO ANANINDEUA e aceitei o cargo por acreditar que posso me conduzir corretamente no seu exercício e, sobretudo, agir com a independência (e liberdade) que tem caracterizado a minha existência neste mundo.
Nunca disse – e jamais diria – que sou melhor que qualquer agente público, mas posso asseverar que os atos que pratiquei até hoje, como militar e servidor civil, jamais foram justificados pela conveniência de um cargo comissionado ou promoção.
Por essas razões, e convicto da minha nova missão, digo a todos os cidadãos deste país que, apesar das dificuldades inerentes aos cargos de gestão – principalmente no IFPA -, afirmo que, pelo menos, uma coisa farei como Diretor do Pólo Ananindeua:   
- Tornarei público, por meio da internet, todos os atos de minha gestão. Utilizarei e-mail, um GRUPO no facebook denominado “IFPA – ANANINDEUA”, um blog, etc., para relatar o que é possível ou não fazer para atingir a finalidade da existência da referida Unidade Iefepeana.
Ninguém precisará usar os poderes da LEI DE ACESSO A INFORMAÇÃO, pois me anteciparei divulgando os atos e fatos de interesse público aos destinatários do serviço que presto: a sociedade. Divulgarei desde as aulas não ministradas pelos professores até o número de banheiros interditados por falta de verba para consertar os vasos sanitários.
Como o meu cargo é comissionado, caberá a gestão superior do IFPA exonerar-me, caso entenda que a sociedade não deve saber o que é feito em seu nome e com o seu rico dinheirinho. É lógico que os dados de natureza sigilosa serão preservados.   
Mas, se trabalharei bem ou mal somente o tempo dirá. Espero que vocês sejam os meus críticos como sempre fui – e serei – de todos os gestores deste Estado, especialmente da PMPA e IFPA, afinal, como vocês, não entrei no serviço público para agradar quem quer que seja, mas para fazer o que a boa lógica prescreve.
Não sei por quanto tempo, mas farei aquilo que sempre quis que os gestores públicos fizessem: TRANSPARÊNCIA TOTAL.
Um abraço a todos!  

17 comentários:

  1. WOLGRAND;
    De um modo quase que geral o serviço publico dos dias de hoje possui seus setores ocupados normalmente por indicados;indicados não pela qualificação profissional,ela podera ate existir,entretanto devera caminhar juntamente com a condição de servir ao senhor(que não é o divino),antes de servir ao público.Acredito que seria ate mesmo preferivel que preterido fosse a qualificação,mas,exigido ao maximo a condição de servidor realmente do publico com as especificas condições pessoais do carater ,personalidade,e,responsabilidade com a coisa pública,infelizmente não ocorre.Você,continuando dentro da conduta sempre exercitada,para a sociedade,e,para o setor especialmente já é a melhor opção,e,nem fique preocupado em ser melhor ou pior tecnicamente,garanto que dificilmente encontrarão outro com sua retidão.Espero que consigas com teu comportamento sempre exemplar dinamizar outros para serrarem fileiras com vc.,e,se prepare que o antagonismo de outrora,bem como os anarquistas de sempre farão de tudo para elamea-lo prejudicando-o midiaticamente,mesmo assim não capitule.Parabéns,quando o Estado perceber o que perde,lhe reconduzira ao oficialato ativo devolvendo-lhe todos os direitos ditatoriamente usurpados.

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  2. Bravo, o seu sucesso é fruto das orações dos seus amigos e familiares. a biblia diz que o ''homem pode fazer planos, mais a resposta certa vem d Deus'' e que a ''glória da segunda casa, será maior que a primeira.'' coisas maiores ainda acontecerão, porque todo deserto tem seu fim. SUCESSO!!

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  3. Te desejo sorte nesse novo desafio: "Passar de pedra... a vidraça"

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  4. Professor Wolgrand, parabéns. Sucesso nessa nova empreitada. Agora que o senhor faz parte da gestão do Instituto, rogo que esclareça o porque dessa gestão não pagar os professores que foram, as suas próprias custas, passagens, diárias e outras, ministrar aulas nos pólos do PROCAMPO do Instituto no mês de JULHO. Não podemos ser penalizados pelos desmandos da gestão passada. Somos professores. Essa é nossa profissão. Trabalhamos e, portanto devemos receber nossos honorários. Ou essa gestão, nesse aspecto, difere da outra só no discurso??? Atenciosamente.

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  5. Parabéns wolgrand! Vc merece.

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  6. Professor, parabéns, sempre torci por vc e fui leitor assíduo deste blog, mas confesso tbm que tive medo no passado... de me pronunciar contra a gestão anterior......obrigado por ajudar nosso instituto a se libertar....

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  7. Professor Walgrand,
    Sobretudo, parabenizo-o pela sua ascensão tão rápida no IFPA. Aproveitando, faça valer seu compromisso com a sociedade quando V.Sa afirma que fará "aquilo que sempre quis que os gestores públicos fizessem: TRANSPARÊNCIA TOTAL". Assim sendo, favor nos esclareça as questões abaixo:
    1) É verdade que V.Sa iniciou programa de mestrado fora do País? Caso positivo, em que País, Universidade e curso?
    2) Quem está financiando? Caso seja com verba pública, quanto V.Sa recebeu e ainda receberá para continuar cursando?
    3) Quem é o órgão público financiador? Caso seja o IFPA qual o campus?
    4) Além de V.Sa quem mais se encontra se beneficiando? Todos são funcionários públicos do quadro permanente e efetivos do órgão financiador e, no caso do IFPA, do mesmo campus?
    5) Houve instrução e tramitação de processo administrativo, para cada servidor beneficiado, pelos departamentos competentes do órgão financiador para tecerem parecer quanto a legalidade da concessão do apoio financeiro, bem como, avaliar a importância do processo de qualificação à melhoria de qualidade de ensino no órgão financiador?
    6) Houve um processo de seleção interna no supra órgão? Caso positivo ou negativo, que critérios foram adotados? Houve publicidade desses critérios? O que V.Sa tem então a comentar sobre isso?
    7) Uma vez beneficiados com verba pública, é verdade que todos deveriam ter autorização do Ministro da Educação para se ausentarem do País? Justifique?
    8) Como funciona academicamente o curso na promotora: V.Sa se submeteu a um processo de seleção? V.Sa apresentou um projeto de dissertação de mestrado? As disciplinas são cursadas na instituição promotora do curso? Em que período e por quanto tempo V.Sa concluirá os créditos? V.Sa já tem orientador? Qual o nome dele? Como se procederá a orientação? Qual o assunto de sua dissertação? Que contribuição a sua dissertação dará a literatura ou à sociedade e, sobretudo, ao órgão público financiador?
    9) Na sua opinião, considerando as suas respostas acima, a formatação acadêmica proposta pela instituição promotora dará V.Sa e aos demais beneficiados bom aproveitamento acadêmico?
    10) Na sua opinião, existirá conflitos de interesses, sendo V.Sa agora Diretor de um dos Câmpus do IFPA com o seu processo de qualificação? E no caso o IFPA o financiador, é o outro campus que continuará lhe dando apoio financeiro ou você mesmo se auto financiará como Diretor Geral de Campus?
    11) V.Sa poderia tecer entendimentos acerca deste processo de qualificação fora do País, o qual V.Sa também participa, se o órgão financiador seguiu os trâmites legais? Justifique?
    12) É verdade que V.Sa foi questionado sobre o assunto em questão no PAD instaurado pelo MEC que apura as irregularidades no IFPA (a maioria delas denunciadas por V.Sa) e V.Sa se omitiu em responder?

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    1. Caro anônimo,

      Se você tem o hábito de ler o meu blog, deve saber que fiz uma publicação a respeito do mestrado que estou fazendo em Portugal, com financiamento do Governo Federal. Tudo de acordo com as normas vigentes. Existem recursos para esse fim em todas as Universidades e Institutos Federais, não apenas para quem faz cursos de pós-graduação fora do país, mas, até mesmo, nos Estados onde os servidores são lotados.

      É uma pena que você, como muitos de incompetentes, não conheça a legislação pertinente. Como fiz denúncias contra ilegalidades ocorridas no IFPA, algumas pessoas sem conhecimento de causa ficam sugerindo que há ilegalidade na concessão desse benefício.

      Em primeiro lugar, requeri o aludido direito à Administração. Após o competente exame pelo órgão competente, o processo foi deferido. Não pense que vou me intimidar com comentários descabidos e sem qualquer fundamento legal.

      Pra você ter uma idéia, o Professor Edson Ary tomou conhecimento do meu mestrado meses antes de ser preso, mas nada fez. Você acha que ele, com os poderes que possuía como reitor, deixaria um servidor subordinado, que o denunciou inúmeras vezes, praticar uma ilegalidade nas suas barbas impunemente?

      Por outro lado, você acha que eu seria tolo de comer uma ilegalidade infantil como essa, depois de ter denunciado tantas ilegalidades praticadas pela autoridade máxima do IFPA? Será que você me acha tão bobo assim?

      Você está tão desinformado que desconhece que sou Diretor de um PÓLO, não de um CAMPUS. Você sabe qual é a diferença? Leia a legislação e não fale besteira. É uma pena que algumas pessoas não lêem nem bula de remédio. Não sou culpado pela ignorância alheia.

      Apesar de tudo vou lhe ajudar. Faça o seguinte:

      1 – Com base na lei de acesso à informação, solicite informações a respeito do processo de concessão do direto que julgo possuir, objeto do seu questionamento;

      2 – Depois, analise e identifique – se for possível - as inconsistências legais e as reduza em forma de petição. Em seguida noticie os fatos às autoridades competentes (CGU, POLÍCIAL FEDERAL, MEC, REITOR DO IFPA, ETC.)

      3 – Por fim, encaminhe uma cópia da sua denúncia para o meu e-mail (w_wolgrand@hotmail.com), que eu a publicarei na íntegra neste blog.

      Boa sorte!



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    2. Em tempo:

      Um PAD para ser instaurado, precisa ter MATEIRALIDADE e AUTORIA. No processo mencionado, o professor Walber Wolgrand não figura como acusado, logo não precisa dar explicação alguma à sociedade. Nesse processo, são treze servidores do IFPA os acusados, dentre os quais o ex-reitor Edson Ary. Logo, são eles que devem esclarecer as condutas que adotaram no exercício do cargo público.

      Você viu o galo cantar e não sabe onde. Uma pena!

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  8. Professor Walber, sou uma leitora assídua do seu blog e observadora atenta das suas posturas dentro e fora de sala de aula; com conhecimento de causa tenho a convicção que sua ascensão dentro do IFPA não foi nada rápida nem fruto de benefício algum. Ao contrário, o senhor continua crescendo e fazendo um bom trabalho mesmo contra o gosto de muitas(muitíssimas)pessoas que compõe o instituto.
    Dito isso, gostaria de saber seu posicionamento, como membro do Conselho Superior do IFPA, no que diz respeito ao concurso para professor permanente do IFPA 2012.
    Ontem saiu uma nota de esclarecimento do reitor falando da suspensão do presente edital. No que se pauta professor? Isso significa novos prazos, novas inscrições?

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  9. Sou suplente do Conselho Souperior. O que eu sei é que o Conselho votou pela anulação do concurso público, em razão de inúmeras inconsistências do edital. Embora o reitor pró tempore faça parte do Consellho Superior, creio que ele vai avaliar a decisão e, em breve, a comunicará à sociedade.

    O certo é que esse concurso constitui mais uma lambança da Administração anterior do Instituto. O atual reitor terá muita dificuldade para colocar a casa em ordem. São problemas estruturais graves que inviabilizam a administração do IFPA.

    o INSTITUTO se mantém porque é uma instituição pública. Se fosse privada já teria falido há muito tempo.

    Um abraço!

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  10. Professor Wolgrand,

    Sinceramente gostaria de parabenizar a sua coragem de esclarecer muitas sujeiradas no IFPA, bem como de parabenizá-lo pelo cargo de diretor, espero que você faça valer a indicação. Quanto ao concurso público fico triste pela anulação, será que essa anulação não foi para prevalecer OS AMIGOS do ex-reitor?

    Lendo o edital percebo que o mesmo amarrava algumas novidades que nunca vi em editais do IFPA como, por exemplo, a leitura da prova escrita por cada candidato, penso que isso iria evitar que a banca desse notas divergentes, pois todos os candidatos saberiam o que cada um escreveu.

    Enfim, o que se fala por ai é que o concurso será anulado para que se possa dar essas vagas aos AMIGOS do ex-reitor que estão em pólos do interior favorecendo seu possível sucessor em uma nova eleição, bem se isso acontecer é uma pena, pois minha esperança de ver um IFPA como um grande centro e ensino já foi para o espaço.

    O que você acha sobre isso Professor Wolgrand?

    Sucesso no seu cargo!

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  11. Professor Walgrand.
    Sou sua fã de leitura e gosto quando tu escreves "Ninguém precisará usar os poderes da LEI DE ACESSO A INFORMAÇÃO". Portanto, gostaria de ter acesso a um dos processos instruídos acerca do apoio financeiro ou bolsa para qualificção que tu e outras dezenas de servidores do IFPA estão recebendo, pois pretendo exercer o meu direito de acesso a este benefício. Nota-se que és uma pessoa íntegra e inteligente e sabe da lei, teu processo deve ser o mais perfeito e seguro do ponto de vista legal. Tu poderias postar uma cópia neste blog?
    Contribuindo com o concurso público concordo com o anônimo 15, pois o que se observa nos corredores do IFPA-Campus Belém é marido e mulher, pai e filho, irmãos, primos, sobrinhos, enfim um verdadeiro passeio de parentes servidores do IFPA. Por falar em pai e filho, parece que o filho do Diretor de Ensino do IFPA-Campus Belém é candidato a uma das vagas no curso de Licenciatura em Física. Fique de olho!
    Sucesso no cargo!

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    1. Querida anônima,

      No IFPA está ocorrendo a "Síndrome das bolsas". Todo e qualquer benefício financeiro concedido é chamado de BOLSA, no sentido pejorativo, como se, necessariamente, representasse um ato irregular. Esse comportamento denota o que já percebi há anos no instituto: a ignorância, do ponto de vista administrativo, é uma epidemia.

      Quanto a Lei de Acesso à Informação, cabe a Administração informar ao cidadão o que ele desejar saber. Não compete às pessoas, individualmente, responder à sociedade. Se desejares obter qualquer informação sobre o Campus Belém, requeira ao Diretor Geral do Campus.

      A Carta Aberta que subscrevi se refere a minha atuação como GESTOR (Diretor do Pólo Ananindeua). Pra você ter uma idéia, criei um blog: blog do pólo Ananindeua do ifpa (www.poloananindeuaifpa.blogspot.com), por meio do qual comunicarei TUDO que ocorrer na gestão do referido PÓLO.

      Para não lhe deixar sem resposta, vou responder ao seu questionamento. Não recebo BOLSA, mas um auxílio financeiro, denominado AUXÍLIO FINACEIRO AO ESTUDANTE, que é uma rubrica destinada, dentre outras coisas, a promover a qualificação dos servidores, para que o serviço público prestado seja aprimorado. Veja que a concessão do auxílio deve estar colimado com o fim da instituição, para atender ao princípio da MORALIDADE ADMINISTRATIVA.

      O auxílio financeiro não se destina somente ao servidor que faz curso fora do Estado, mas a quem comprovar a necessidade de efetuar gastos pecuniários em decorrência da atividade acadêmica que estiver realizando, desde que ela seja de interesse da Administração. Por exemplo: quem realiza um curso cujo conhecimento não tenha como ser aplicado em prol da instituição, não faz jus ao benefício.

      Uma vez requerido o benefício financeiro, caberá à Administração, no exercício do seu poder discricionário e de acordo com a disponibilidade orçamentária, decidir os casos prioritários que merecerão o investimento em comento. Feliz ou infelizmente, cabe à Administração decidir a conveniência da concessão do auxílio. Muitas pessoas reclamam por não entenderem o que significa PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO. É uma pena!

      Assim, sugiro que vc requeira o benefício se te enquadrares no raciocínio apresentado, mas não se esqueça que neste, como em muitos casos, caberá à Chefia Superior decidir sobre a sua concessão.

      Esse lastro de "liberdade" no exercício do PODER, na Administração Pública, gera muita subserviência nos órgãos públicos e a justa reclamação de muitos que são preteridos pelo simples desejo dos GESTORES.

      Essa é a triste realidade cara anônima, para a felicidade de uns e tristeza de outros.

      É o que eu tinha a dizer.

      Com um abraço do Walber!

      P.S. – Quanto a existência de parentes sendo beneficiados, faça como eu: denuncie aos órgãos competentes. Se existir fundamento, mande que publicarei na íntegra neste blog.

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  12. caro Professor Walber Wolgrand, quero saber se existe previsão para um novo concurso no ifpa para professores permanentes em 2013?
    desde já obrigado pela resposta.

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