segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Delta Construção foi beneficiada irregularmente pelo Governo JATENE, segundo blog “A perereca da Vizinha”. Licitação de veículos destinados à Segurança Pública teria sido manipulada para beneficiar Carlinhos Cachoeira.


 O Ministério Público Estadual deverá ajuizar Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa contra os responsáveis pelo Pregão Eletrônico realizado no ano passado para o aluguel de veículos aos órgãos do Sistema de Segurança Pública do Pará.
egundo o promotor de Justiça Nelson Medrado, das Promotorias dos Direitos Constitucionais e Patrimônio Público, o grupo técnico do Ministério Público Estadual constatou que houve fraude no Pregão Eletrônico, com o objetivo de possibilitar a contratação da empresa Delta Construções, a grande vencedora do certame.

“O Grupo Técnico atestou que houve direcionamento, restrição à competitividade na licitação”, disse Medrado.
Entre as irregularidades detectadas está a falta de apresentação da planilha com o custo unitário de locação desses veículos. Outro problema é a incompatibilidade entre o objeto licitado (o aluguel de carros) e a atividade empresarial registrada pela Delta no Pará.

“A sede da Delta, no Rio de Janeiro, possui a locação de automóveis entre os seus objetos sociais. Mas a Delta, no Pará, não possui esse objetivo”, explicou o promotor.
O Pregão 003/2011, em Sistema de Registro de Preços (SRP), foi realizado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Segup) em maio do ano passado.

O certame rendeu à Delta, inicialmente, mais de R$ 22 milhões por ano em contratos para a locação de viaturas à Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Perícia Científica Renato Chaves, Superintendência do Sistema Penal (Susipe), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) e, ainda, à Casa Militar do Governo do Estado, que embora não integre o Sistema de Segurança Pública aderiu à Ata do Pregão.
No entanto, algumas dessas contratações receberam aditivos de preço, no primeiro semestre deste ano. Além disso, também a Defensoria Pública contratou os serviços da empresa e a Segup fechou mais dois contratos, ainda com base naquele Pregão.

O maior contrato da Delta no Pará é com a Polícia Militar. O valor inicial era de R$ 14 milhões por ano, mas um aditivo de preço, em abril último, turbinou a contratação em R$ 3,5 milhões, elevando-a para mais de R$ 17,6 milhões anuais.
A Delta é acusada de integrar a organização criminosa do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que seria sócio oculto da empresa.

Além de lavagem de dinheiro, corrupção de políticos e funcionários públicos, fraudes em licitações e outros crimes, a quadrilha de Cachoeira também estaria envolvida em ameaças a um juiz federal e a uma procurada de Justiça.
Em junho último, a Controladoria Geral da União (CGU) declarou a empresa inidônea, proibindo-a de firmar contratos com órgãos públicos.
A investigação do Ministério Público Estadual sobre o Pregão 003/2011 e os contratos da Delta com o Sistema de Segurança Pública do Pará foi aberta a partir de denúncia do cidadão José Francisco de Oliveira Teixeira, que trabalha no Ministério Público do Amapá e leu as reportagens publicadas pela Perereca da Vizinha

2 comentários:

  1. ELE TÁ ATÉ O PESCOÇO ENVOLVIDO COM A CORRUPÇÃO QUE ASSOLOU A VENDA DA CELPA E O CACHOEIRA ESTÁ SENDO VENTILADO COMO SÓCIO. DÁ-LHE MP.

    ResponderExcluir
  2. K.k.k.k.k.k.k.k JATENE???????????? pelo que eu sei foi a RAINHA LOUCA que começou esta hstoria

    ResponderExcluir