quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A resposta ao professor Marco Sussuarana do IFPA

         Prezado prof. Walber,
  
Acho a atitude deste senhor lamentavél. Creio que se o nome dele aparece nas denúncias, então ele deveria ir até a justiça procurar alguma forma de reparação e não agir de forma a agredi-lo.

Em tempo, o senhor me colocou na lista de quem recebeu indevidamente bolsa do PRONATEC, porém em momento algum pensei em ofendê-lo seja de qualquer forma. Mas sim, irei provar que recebi a bolsa por ter realmente trabalho e ter como provar.
 
Em tempo, desculpe mais uma vez pelo "em tempo", assim que as aulas do PRONATEC retornarem (não sei quando...) convido-o a assistir algumas aulas, até mesmo para saber das dificuldades que nós (supervisor, alunos(as), professores) temos passado.
 
Caro prof. Wolgrand, sem mais no momento gostaria de lhe desejar tudo de bom e continue sempre com as suas denúncias, mesmo que sem querer atinja pessoas inocentes. Creio que o "fogo amigo" faça parte do jogo democrático.

Atenciosamente,

prof. Marco Sussuarana
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Caro Professor Marco Sussuarana,
 
Em momento algum disse que o senhor ou qualquer servidor, beneficiado com bolsa pecuniária de qualquer natureza, não trabalhou neste ou naquele programa. Minhas denúncias não se referiram ao trabalho, mas ao irregular pagamento dessas bolsas. Questionei os atos da Administração, pois esses pagamentos, embora possíveis segundo a legislação pertinente, não observaram aos rituais previstos nela.
 
Vou esclarecer melhor:
 
No caso das bolsas da Universidade Aberta (UAB), somente podia receber quem exercesse uma das funções previstas no regulamento desse programa e estivesse cadastrado em determinada plataforma do Governo Federal. No entanto, as bolsas foram pagas sem a observância dessas exigências legais e com recursos do orçamento do IFPA, quando existiam recursos específicos para tal.  
 
No PRONATEC, as bolsas foram pagas antes de qualquer processo seletivo e nomeação das pessoas habilitadas para exercer as funções remuneradas, previstas na regulamentação do programa. Pode ser que alguém tenha trabalhado, mas se o fez, certamente não estava investido legalmente da função, como determina a regulamentação.
 
Quero lembrá-lo que estamos no serviço público e como tal certas formalidades são necessárias. Primeiro investe-se o servidor no cargo ou função, depois se remunera com os recursos destinados para tal fim. É algo tão simples que a ignorância não é causa de justificação do erro.
 
Vou lhe dar outro definitivo e verdadeiro exemplo de como as coisas estavam “avacalhadas” no IFPA. Duas professoras substitutas trabalharam além do tempo legal de investidura no cargo público temporário, ou seja, de dois anos, sob a promessa de receberem os salários correspondentes ao período excedente. Legalmente isso não é possível, mas alguém, por meio de despacho, assegurou que as mesmas receberiam os referidos valores pecuniários. Acertadamente a atual gestão não autorizou o pagamento. Agora imagine se as professoras recebessem o pagamento e o professor Walber denunciasse o fato. Quem estaria errado: as professoras, que trabalharam; a Administração que pagou o serviço; ou o professor que denunciou?   
 
Lamento que algumas pessoas não entendam isso, mas fico satisfeito que o senhor tenha compreendido, afinal não sou inimigo de qualquer servidor do instituto, apenas me expresso ante as coisas que julgo equivocadas.
 
Um abraço do Professor Walber.    
 

2 comentários:

  1. Professor Wolgrand reservo a você uma estima generosa, pois sua postura tem sido firme no trato da coisa pública, seja na PM ou no IFPA. A resposta do seu colega ifteano aqui transcrita demostra sua postura em não apenas ser o interlocutor dos desprovidos ou aninhados sem voz, mas também de possibilitar aos que lhe mantém certa ojeriza o direito a resposta.
    Sem muito blá, blá blá, entrego neste minhas sinceras congratulações. E muito me alegraria se vossa senhoria estivesse a frente da gestão do IFPA, em especial do campus Belém!
    Fica a dica, não a do tacacá "a dona dica"..rss...mas a sugestão!
    Força!
    Ass: OBAMA!

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  2. ANONIMO,mesmo não sendo da aludida escola,concordo plenamente com a sugestão.Gostaria eu de ver o Wolgrand na gestão maior de qualquer orgão publico,tanto pela qualificação pessoal que o imagino ser possuidor,como pelo despreendimento que espero que venha a ter em decorrencia a tudo que o vejo defender.Agora esta dica doada por vc,para ganhar corpo precisa de um agente motivador presente;não é mesmo?

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